Após a alta na véspera, os rendimentos dos Treasuries exibem leve queda nesta manhã, mas permanecem em patamares elevados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manhã no mercado: Juros nos EUA, petróleo em alta e eleições no Brasil concentram atenções — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Mesmo a intervenção do Tesouro americano com a recompra de títulos de longo prazo não foi capaz de frear a alta das taxas, que contaminou a renda fixa local e o câmbio doméstico nesta quinta-feira e segue no radar dos investidores nesta sexta. Às preocupações com a dívida dos Estados Unidos soma-se a escalada dos preços do petróleo, com o Brent ainda na casa dos US$ 94 por barril, diante da promessa de Washington de ampliar o isolamento econômico do Irã, elevando os temores com a inflação. No cenário doméstico, os investidores aguardam ainda a pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial, prevista para depois do fechamento dos mercados. Após a alta na véspera, os rendimentos dos Treasuries exibem leve queda nesta manhã, mas permanecem em patamares elevados. Por volta das 8h, a taxa da T-bond de 30 anos rondava 5,24%, enquanto a da T-note de 10 anos estava em 4,70%. Em Wall Street, os futuros dos índices de Nova York avançavam, com o do S&P 500 em alta de 0,32% e do Nasdaq subindo 0,61%. Apesar do viés positivo, as bolsas americanas caminham para encerrar a semana em queda de mais de 2%. Para o UBS, a trajetória dos juros nos EUA continuará dependente da inflação, e não da intervenção do Tesouro, ainda que a medida tenha causado um alívio temporário. “As ações do Tesouro podem ter ajudado a conter a disparada dos rendimentos nesta semana, mas acreditamos que os investidores devem evitar interpretar em excesso as implicações de longo prazo”, diz o banco, em nota. Nesse contexto, serão divulgadas as prévias dos índices de gerentes de compras (PMI) do setor industrial, de serviços e composto dos EUA de agosto. As leituras anteriores foram 53,9 (indústria), 54,6 (serviços) e 54,5 (composto). As expectativas de consenso são 53,9, 54 e 53,2, respectivamente. No Brasil, as atenções se concentram no cenário eleitoral. Para o sócio e diretor da SVN Gestão, Leonardo Morales, a piora recente dos ativos locais está diretamente ligada ao pleito. “Muita gente jogou a toalha e, obviamente, o mercado está atribuindo uma probabilidade maior à reeleição. Mas eu acho cedo, porque a campanha e os debates começam agora”, avalia o executivo. Do ponto de vista fiscal, entra no radar dos investidores a possibilidade de o governo federal prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 à gasolina, diante da manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados no mercado internacional. Segundo apurou o Valor, a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a intenção de retirar as subvenções aos combustíveis instituídas em razão do conflito no Oriente Médio tão logo seja possível. Contudo, com o Brent novamente acima de US$ 90 por barril nesta semana, a avaliação é que o auxílio à gasolina ainda precisa ser mantido.