Nova temporada do torneio começa nesta sexta-feira com jogo dos Gunners contra Coventry City às 16h no Emirates Stadium 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Arteta, campeão da Premier League com Arsenal, Enzo Maresca, novo técnico do Manchester City e Florian Wirtz, jogador do Liverpool — Foto: ADRIAN DENNIS/AFP; Glyn KIRK/AFP e Geoff Stellfox/Getty Images via AFP A Premier League ficou marcada por uma disputa centralizada entre três principais times, responsáveis pelos últimos nove títulos: o Manchester City de Pep Guardiola, o Liverpool de Mohamed Salah e o Arsenal em sua busca por quebrar o longo jejum no torneio. Era comum parar diante da televisão, computador ou celular e saber o que esperar de cada uma das equipes. Mas, nesta temporada, todas essas convicções foram desfeitas e as equipes vão encarar uma nova realidade a partir desta sexta-feira, quando o atual campeão dá o pontapé inicial no Campeonato Inglês contra o Coventry City, que retorna à primeira divisão após 25 temporadas, às 16h (de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres. Há 22 anos o Arsenal não sabe o que é começar a Premier League defendendo o título e, agora sem o peso da seca nas costas, tenta quebrar outra marca: conquistar um bicampeonato. A última vez que o clube foi campeão nacional em duas temporadas consecutivas aconteceu há 91 anos, em 1933/34 e 1934/35 — na época, foi um tricampeonato, com título também em 1932/33. Para se manter no topo da Inglaterra, os Gunners reforçaram o elenco com o volante brasileiro Bruno Guimarães, o zagueiro inglês Ezri Konsa e o atacante grego Christos Tzolis. A principal saída foi a de Leandro Trossard, vendido para o Besiktas, da Turquia. Assim, o técnico Mikel Arteta mantém a base do elenco campeão e ainda ganha novas peças para a temporada, que começou com a conquista da Supercopa da Inglaterra, no último domingo, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Manchester City. '22 anos de espera acabam nessa temporada': torcedor do Arsenal com placa antes da confirmação do título da Premier League — Foto: Glyn KIRK / AFP Mas a trajetória até o sonhado título inglês não foi fácil. O Arsenal teve três vice-campeonatos seguidos na Premier League, dois para o City e um para o Liverpool, e ficou marcado por derrapar nos momentos mais decisivos. No caso mais emblemático, em 2022/23, a equipe perdeu a liderança na 33ª rodada, após uma vantagem de oito pontos. Na ocasião, os Gunners lideraram desde agosto, mas acabaram sendo ultrapassados pelo City de Pep Guardiola. — Sem dúvidas o Arsenal chega como grande favorito para defender o título da Premier League. Agora mais leve, sem a pressão da temporada passada de ter batido na trave três vezes como vice, sendo rotulado como pipoqueiro, e questionavam a mentalidade do time. Eu acho que chega realmente mais leve e confiante — avalia João Castelo Branco, correspondente da ESPN na Inglaterra. — O clube impressiona em tentar aproveitar esse bom momento e vê a instabilidade dos rivais para se consolidar no topo do futebol inglês. O primeiro passo pós-Guardiola Um dos rivais que passa por esse momento de instabilidade é o Manchester City, o grande "tubarão" da Inglaterra e carrasco do Arsenal nos últimos anos. Agora, o clube tenta se adequar à nova realidade após dez anos e 20 títulos conquistados com o técnico Pep Guardiola: foram seis Premier League, uma Liga dos Campeões — a primeira e até então única da história do clube —, três Copas da Inglaterra, cinco Copas da Liga Inglesa, um Mundial de Clubes, uma Supercopa da Uefa e três Supercopas da Inglaterra. Em toda sua história, o Manchester City conquistou 38 taças. Ou seja, mais da metade foram com Guardiola (52,6%). Bandeirão em homenagem a Guardiola em jogo de sua despedida do City — Foto: Reprodução / Redes Sociais Mais do que os números, a passagem do treinador deu identidade ao Manchester City. Um estilo marcado pelo jogo de posição, controlando a posse de bola e pressionando os adversários. Quem quer que fossem os jogadores vestindo um uniforme azul em campo, o time teve, por uma década, uma ideia de como iria jogar. Agora, o clube precisa aprender a seguir em frente sem o maior treinador de sua história, e o escolhido para a missão foi Enzo Maresca, campeão do Mundial de Clubes com o Chelsea no ano passado e que já teve passagens pelo City. Ele foi treinador das categorias de base do clube na temporada 2020/21 e depois auxiliar do próprio Guardiola em 2022/23. O primeiro capítulo desta nova trajetória, no entanto, não foi animador com a dura derrota para o Arsenal na Supercopa da Inglaterra. Com isso, o City vai começar a Premier League de ressaca diante do Bournemouth, time do brasileiro Rayan, no próximo domingo, às 10h, no Etihad Stadium. Além da era pós-Guardiola, a estreia na competição marca o início de uma temporada sem jogadores importantes para o clube como Rodri, vendido para o Barcelona, e Bernardo Silva, que assinou com o Real Madrid após o fim do contrato com o time inglês. — O Manchester City realmente parece que vai ter uma temporada de transição. Ajuda o fato de que o Maresca já trabalhou no clube, mas ele chega em um momento de muitas mudanças, com muitas lideranças do time saindo. É um time com ótimo ataque, mas que mostrou fragilidade defensiva. É um novo trabalho, precisa de tempo, e por isso está um passo atrás do Arsenal — comenta João Castelo Branco. Nova história sem Salah Salah deixa o campo do Anfield pela última vez — Foto: Divulgação / Liverpool O Liverpool, por sua vez, começa a primeira temporada após o fim do reinado do egípcio Mohamed Salah, que encerrou sua passagem pelo clube com 442 jogos, 257 gols, 123 assistências e nove títulos, incluindo a Liga dos Campeões (2018/19) e duas Premier League (2019/20 e 2024/25). Agora também com novo treinador — Iraola assumiu a vaga de Arne Slot —, os Reds tentam se recuperar depois de fazer uma campanha abaixo das expectativas na última Premier League, terminando apenas na 5ª posição, longe da briga pelo título. Apesar da grande idolatria de Salah, o repórter João Castelo Branco acredita que o time pode se sair melhor sem o egípcio nesta temporada. — A saída do Salah, apesar dele ter sido um dos maiores da história da Premier League, eu acho que pode até ajudar porque a relação não era boa nos últimos anos. Ele já estava mais velho, rendendo menos e abre espaço para contratações que, por contusão ou outros motivos, não conseguiram se estabelecer e assumir o protagonismo como Isak e Wirtz. É um time que tem potencial, mas em termos de elenco está abaixo do Arsenal. É um novo trabalho com o Iraola e acredito que seja um futebol que a torcida vai gostar. Além de Salah, que foi para o Trabzonspor, da Turquia, o Liverpool se despediu nesta janela do lateral-esquerdo Robertson, que acertou com o Tottenham, e o zagueiro Konaté, reforço do Real Madrid — todos saíram a custo zero. O primeiro desafio será contra o Newcastle, domingo, às 12h30, fora de casa.
Arsenal campeão, City pós-Guardiola e Liverpool sem Salah: o começo de uma nova Premier League
Nova temporada do torneio começa nesta sexta-feira com jogo dos Gunners contra Coventry City às 16h no Emirates Stadium













