Nesta sexta-feira, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereço ligado ao vereador de Nova Iguaçu Vagner Mateus dos Santos, que esteve em agenda recente na Baixada com o ex-prefeito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Paes participa de carreata ao lado de vereador Vaguinho Neguinho — Foto: Reprodução Instagram Um vídeo do candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) ao lado do vereador de Nova Iguaçu Vagner Mateus dos Santos, o Vaguinho Neguinho (PRD), em uma carreata pela cidade da Baixada Fluminense no último domingo, passou a ser usado por adversários como munição para atacar o ex-prefeito da capital. O parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, no âmbito de uma investigação contra a milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que também concorre ao Executivo estadual, foi um dos nomes a compartilhar em suas redes sociais o vídeo de Paes e Vaguinho juntos. "Muita cara de pau de Eduardo Paes dizer que não sabe quem é esse miliciano hoje . O vídeo acima mostra que ele mente mais uma vez. A operação mira a milícia comandada por Juninho Varão que atua na Baixada Fluminense desde 2013. 0 grupo é investigado por exercer domínio territorial e econômico na região, com uso de armas, intimidação e violência", escreveu Garotinho na postagem. Na mídia, Paes e o vereador aparecem em uma caminhonete. O ex-prefeito elogia o vereador e pede votos para a candidatura dele a deputado estadual: — Uma honra estar com o apoio desse time todo de Nova Iguaçu, com a liderança do Rogério Lisboa, do Dudu Reina e do Luizinho. Mas esse Vaguinho aqui é fera, conhece a área toda. Agora eu estou entendendo porque eles ganham tanta eleição aqui, por causa do Vaguinho. E nós vamos fazer muito por Nova Iguaçu e por esse deputado aqui. Vamos de Vaguinho deputado. Questionada sobre o episódio, a assessoria de Paes não se manifestou. O vereador Vaguinho também não retornou o contato. Nas redes sociais, ele falou sobre a situação, sem citar diretamente a ação da PF desta quinta-feira. "A única coisa que peço é que me deixem trabalhar! Trabalhar para o meu povo, a minha gente, que tanto sofreu com anos de descaso. Nada vai abalar a minha felicidade em poder transformar a minha região e a vida das pessoas. Vamos continuar firmes e fortes", escreveu Vaguinho, horas após ter sido alvo da operação. Investigação A ação da PF e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu 23 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais na capital fluminense e em Nova Iguaçu, entre eles um imóvel de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Região Sudoeste do Rio. A Operação Fora de Ordem teve como alvo a milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, que age em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em municípios vizinhos. A investigação identificou movimentações financeiras atípicas superiores a R$ 350 milhões, com base em Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Há indícios, ainda, de vínculos do grupo paramilitar com agentes públicos e de possível infiltração da organização criminosa no aparato estatal. Segundo a PF, o grupo teria atuação, ao menos desde 2013, em bairros de Nova Iguaçu e cidades próximas, impondo domínio territorial e usando intimidação e violência para explorar atividades econômicas, como venda de gás e serviço de internet. Os agentes identificaram ainda que a quadrilha tem divisão de tarefas entre núcleos de comando, financeiro, operacional, territorial e político. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais, além de outros delitos conexos que possam surgir no decorrer do trabalho da polícia.
Adversários exploram vídeo de Paes em carreata ao lado de alvo de operação da PF em investigação contra milícia
Nesta sexta-feira, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereço ligado ao vereador de Nova Iguaçu Vagner Mateus dos Santos, que esteve em agenda recente na Baixada com o ex-prefeito









