Idealizado por Rodrigo Pedroza, Gold Ring propõe uma nova categoria de wearable e busca investidores para avançar da fase de conceito para o desenvolvimento do produto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Crédito: Divulgação Um anel inteligente capaz de monitorar indicadores de saúde e, ao mesmo tempo, projetar uma interface digital na palma da mão. Essa é a proposta do Gold Ring, projeto idealizado pelo empresário brasileiro Rodrigo Pedroza. A ideia parte de uma mudança na relação entre usuário e dispositivo: em vez de depender de uma tela física no pulso ou de retirar o celular do bolso, a própria mão ou uma superfície próxima se torna a interface. O projeto combina duas funções que hoje estão concentradas em dispositivos diferentes. De um lado, o Gold Ring prevê o monitoramento contínuo de dados como frequência cardíaca, pressão arterial, sono e, em uma etapa futura, glicemia. De outro, o anel foi concebido para permitir acesso a mensagens, e-mails, redes sociais e vídeos por meio de uma projeção. A proposta é reunir saúde e comunicação em um único dispositivo usado no dedo. O principal diferencial está justamente na ausência de uma tela própria. O conceito prevê um pico-projetor capaz de exibir a interface em uma superfície próxima, como a palma da mão ou uma parede. A interação também poderia ocorrer por comandos de voz, com transcrição automática das respostas, além de controles físicos integrados ao próprio anel. "O Gold Ring nasceu da ideia de tirar o usuário da dependência de uma tela física sem eliminar o acesso à informação. A proposta é transformar o próprio ambiente em interface e colocar saúde e comunicação dentro de um único dispositivo", afirma Rodrigo Pedroza, idealizador do projeto, que também é responsável por projetos como HCELLVI, Global Condor, RCONECTERS, ROD10 Multimídia, HMAGIC, um projeto de streaming e Ventiladora & Ventilador, cada um voltado para segmentos distintos do mercado. Entre as funcionalidades previstas estão monitoramento de frequência cardíaca, sono, pressão arterial e atividades como corrida e caminhada. O anel também poderá emitir vibrações para alertar o usuário sobre determinadas variações nos dados monitorados ou sobre o recebimento de mensagens, reduzindo a necessidade de consultar constantemente o celular. Na parte de comunicação, o conceito prevê acesso a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens, além da reprodução de vídeos e plataformas de streaming. O usuário também poderá responder por áudio, enquanto o sistema realiza a transcrição para texto. A proposta inclui ainda um teclado digital projetado, permitindo a digitação sem a necessidade de uma tela física. O Gold Ring também foi pensado para ter um componente de personalização. O dispositivo poderá contar com uma pequena galeria de imagens, permitindo que o usuário transfira fotos para o anel por diferentes meios, como WhatsApp ou e-mail, e escolha algumas delas para serem utilizadas como imagem de fundo da interface. Entre as possibilidades está colocar no dispositivo uma foto de casamento, do parceiro ou parceira, de familiares ou de outras pessoas importantes. Essa função acrescenta ao conceito uma dimensão afetiva ao dispositivo. Em determinados momentos, o Gold Ring poderia funcionar como uma aliança digital, exibindo uma imagem escolhida pelo usuário na interface projetada. A proposta não elimina necessariamente a aliança física, mas cria uma alternativa de personalização que pode transformar o anel em um objeto com significado também emocional e simbólico. "Além da tecnologia, pensamos no anel como algo que faça parte da vida da pessoa. Ela pode colocar uma foto da esposa, do marido, de um filho ou de alguém querido e deixar aquela imagem como papel de parede. Em alguns momentos, ele pode assumir também esse significado de uma aliança digital", explica Pedroza. A tecnologia foi pensada para diferentes situações do cotidiano. Durante uma corrida, por exemplo, o usuário poderia acompanhar os dados do exercício e receber alertas sem precisar interromper a atividade. Em uma reunião, uma mensagem poderia ser visualizada rapidamente na palma da mão e respondida por áudio. Já durante a noite, o dispositivo faria o acompanhamento do sono e permitiria consultar um relatório ao despertar. Apesar da ambição tecnológica, Pedroza reconhece que o Gold Ring ainda está na etapa de conceito e que existem desafios importantes para sua execução. Entre eles estão a miniaturização do projetor, a autonomia da bateria, a integração dos componentes em um espaço reduzido e o desenvolvimento de sensores capazes de realizar determinadas medições de saúde. Por isso, o projeto prevê uma evolução em etapas, começando por uma primeira versão mais enxuta. Uma das funcionalidades mais avançadas, o monitoramento de glicemia sem perfuração da pele, não está prevista como recurso obrigatório da primeira geração. O documento do projeto classifica essa tecnologia como parte de um roadmap de médio prazo, enquanto a projeção também poderia começar em resolução de 720p ou 1080p antes de chegar à meta de 4K em uma segunda geração. "Não estamos tratando os desafios técnicos como algo secundário. Eles fazem parte do desenvolvimento e precisam ser resolvidos com engenharia, parceiros especializados e investimento. Por isso, estamos buscando investidores que enxerguem o potencial de construir uma nova categoria de wearable e que possam participar dessa próxima etapa", explica o empresário. A busca por investimento tem como objetivo viabilizar a evolução do Gold Ring de um documento de conceito para protótipos e, posteriormente, para uma solução comercial. A proposta técnica considera componentes como sensores de saúde, conectividade Bluetooth, microfone, sistema de áudio, bateria e processamento com inteligência artificial. O próprio projeto aponta a necessidade de parceria com fabricantes especializados em microeletrônica vestível para validar a integração antes de uma eventual produção em escala. O público inicialmente projetado inclui profissionais interessados em produtividade sem dependência constante do celular, praticantes de corrida, caminhada e outros esportes, consumidores de novas tecnologias vestíveis e pessoas que valorizam o acompanhamento contínuo de indicadores de saúde. A possibilidade de personalizar a interface com fotografias também amplia o uso do dispositivo para além da produtividade, aproximando o produto de um acessório pessoal. Para Pedroza, o objetivo não é criar apenas uma versão reduzida de um smartwatch, mas propor uma forma diferente de interação com a tecnologia. "O valor do Gold Ring está justamente em mudar a lógica dos dispositivos atuais: em vez de levar mais uma tela no corpo, queremos que o usuário tenha acesso à informação quando precisar, projetada onde estiver. A visão é fazer com que tudo isso esteja concentrado em um único anel", finaliza.