0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amil é a alvo de proposta de Bain Capital e Adventure — Foto: Divulgação Não deve demorar o desfecho da novela entre o empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, e as gestoras americanas Bain Capital e Advent International envolvendo a venda da Amil. É que segundo fontes próximas às empresas, os rumores sobre a negociação começaram a produzir efeitos negativos no dia a dia da operadora de planos de saúde, o que deve agilizar a conclusão. Nesta última semana, há caso de hospital buscando postergar acordos e outros negócios que teriam ficado em suspenso diante da possibilidade de uma mudança no comando da companhia nos próximos dias. E a perspectiva de venda integral é a cada dia mais forte. A questão agora seria uma diferença de valores, na casa dos R$ 2 bilhões. As fontes relatam que nos últimos dois, três dias têm crescido a tensão entre os executivos da Amil diante de informações de bastidores de que os fundos já teriam uma equipe preparada para assumir a gestão. Não há confirmação de que esse grupo tenha mais de cem pessoas, como chegou a circular no mercado. Mas a possibilidade de uma dezena de executivos já estar sendo preparada para ocupar cargos-chave começou a preocupar a cúpula da operadora. Segundo fontes, a venda integral da Amil não era o objetivo inicial de Júnior. A ideia era capitalizar a empresa para financiar uma nova etapa de expansão, com foco no interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no Paraná. Depois do crescimento da carteira no Rio de Janeiro e em São Paulo, nos últimos dois anos, essas seriam as próximas regiões no plano estratégico da companhia. A expansão passaria pela aquisição de redes de hospitais e/ou operadoras para ampliar a participação da Amil nesses mercados, considerados de grande potencial. O passo seguinte em análise seria a abertura de capital. 'Os planos de saúde não vão quebrar', diz diretor-executivo da FenaSaúde Antes de a negociação vir a público, circulava no mercado a possibilidade de que a Amil se desfizesse de operações deficitárias no Nordeste, especialmente em Pernambuco e Natal. Tratam-se de carteiras de contratos individuais, adquiridas ainda na gestão do fundador da operadora, Edson Bueno, antes da negociação com UnitedHealth Group (UHG), em 2012. A estratégia seria concentrar recursos e voltar a artilharia para o interior de São Paulo. Agora, porém, esse plano está em suspenso à espera do desfecho das negociações — e de quem estará no comando da Amil à frente. A Amil encerrou o ano de 2024 com um lucro líquido de aproximadamente R$ 700 milhões, revertendo um prejuízo bilionário superior a R$ 4 bilhões registrado no ano anterior sob a gestão da UnitedHealth. Em 2025, a , a Amil teve lucro de R$ 5,4 bi, o que correspondeu 22% do resultado do setor.