A ansiedade em torno da inteligência artificial está em toda parte —de trabalhadores preocupados com seus empregos a investidores que alertam para uma bolha financeira. Agora, a tecnologia começa a dominar também as discussões no Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos.
A ata da reunião de política monetária mais recente do banco central americano mostra como a tecnologia se tornou presente quando os dirigentes analisam praticamente qualquer aspecto da economia. Nos 15 parágrafos dedicados à discussão dos integrantes sobre as condições atuais e as perspectivas econômicas, a IA foi mencionada nada menos que 18 vezes.
"A discussão sobre IA não foi apenas longa, mas também muito ampla", disse Derek Tang, economista da Monetary Policy Analytics. "A IA agora os afeta de diferentes ângulos —em suas projeções para a inflação, para o emprego e para a estabilidade financeira. Parece estar presente em todos os cantos."
O impacto da IA é tema de debate entre economistas desde antes de o ChatGPT ser lançado ao público em 2022. A discussão costuma se concentrar no potencial da tecnologia para tornar trabalhadores e empresas mais produtivos —produzindo mais com o mesmo capital e mão de obra, ou até com menos recursos. Isso poderia resultar em crescimento maior sem o peso de uma inflação mais alta.









