A deputada republicana norte-americana Maria Elvira Salazar é frequentemente mencionada por Eduardo Bolsonaro em redes sociais. Salazar já se reuniu com Eduardo e seu aliado, Paulo Figueiredo, algumas vezes para discutir o que ambos chamam de “censura” e “perseguição política” no Brasil. Agora, um levantamento exclusivo da Agência Pública descobriu que Paulo Figueiredo doou mais de R$ 54 mil para apoiar a campanha de Salazar à reeleição um mês antes dela propor um projeto de lei que mirava Alexandre de Moraes, do STF. As três doações estão registradas na Federal Election Commission (FEC).
Segundo registros oficiais de campanha, em 14 de agosto de 2024, Figueiredo doou o total de 10 mil dólares (equivalente a R$ 54,5 mil em cotação da época) para o comitê de campanha da candidata, o Salazar Victory Committee. O valor é o máximo permitido para uma pessoa física doar aos diretórios estaduais de um partido a cada eleição. Nas doações, Figueiredo se descreve como jornalista. Apenas cidadãos americanos, como Paulo, podem doar a comitês de campanha e, portanto, Eduardo não poderia fazê-lo.
O valor total foi depositado por Figueiredo em 14 de agosto de 2024, e cinco dias depois, transferido para o comitê “Salazar for Congress” em duas parcelas de 3.300 dólares, então o limite legal para doações de pessoas físicas, e uma de 3.400 dólares para o Freedom Force PAC, o comitê de ação política ligado à campanha de Salazar.







