Índice caiu 0,6 ponto, de 53,2 em julho para 52,6 pontos, o terceiro recuo consecutivo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, de 53,2 em julho para 52,6 pontos, o terceiro recuo consecutivo e o patamar mais baixo em 2026. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (20). “A queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor (por conta do) patamar elevado dos juros; aumento dos custos de produção e forte entrada de produtos importados”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI. A menor propensão para investir dos empresários industriais foi acompanhada pela queda das perspectivas. Em agosto, os índices de expectativa de quantidade exportada e de número de empregados caíram 1,5 e 0,7 ponto, para 49,5 e 49,4 pontos, respectivamente. Com isso, ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos e passaram a indicar projeção de queda das exportações e dos postos de trabalho da indústria nos próximos seis meses. Agosto também apresentou uma diminuição do otimismo dos empresários quanto à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores nos próximos meses. O primeiro índice caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos; o segundo recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos. Os dois indicadores seguem acima dos 50 pontos, apontando expectativas positivas, ainda que em menor grau do que em julho. Em julho, o índice de evolução da produção industrial subiu 2,6 pontos, para 51 pontos, patamar que aponta crescimento da produção industrial em relação a junho. Foi apenas o segundo mês do ano em que isso ocorreu. A única vez havia sido em março. O índice de evolução do número de empregados também cresceu, 0,4 ponto, para 48,6 pontos. No entanto, continuou abaixo dos 50 pontos, o que significa retração dos postos de trabalho frente ao mês de junho. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70%. A UCI está um ponto percentual abaixo do observado em julho de 2024 e de 2025. O índice de evolução do nível de estoques aumentou 1,7 ponto na passagem de junho para julho, chegando aos 51 pontos. O indicador superou a linha de 50 pontos pela primeira vez no ano, sinalizando alta dos estoques de produtos finais da indústria após oito meses de queda. Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelos industriais avançou 0,2 ponto, de 50 para 50,2 pontos. O resultado mostra que o nível de estoques continua em linha com o projetado pelas empresas. Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 1.407 empresas, sendo 578 pequenas, 489 médias e 340 grandes, entre 3 e 12 agosto de 2026. — Foto: Maira Erlich/Bloomberg