Atriz mandou recado para espectadores de 'Charity, meu amor', filmado em 1969 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Shirley MacLaine, aos 92 anos — Foto: Reprodução Shirley MacLaine tem 92 anos e, embora não pudesse estar pessoalmente em Long Island, encontrou uma forma de acompanhar seus fãs antes de uma exibição especial de um dos filmes mais lembrados de sua carreira. A atriz gravou uma breve mensagem para o público do Southampton Playhouse, que no próximo dia 25 de agosto exibirá "Charity, meu amor", musical dirigido por Bob Fosse que ela protagonizou em 1969. "Olá, Southampton Playhouse. Queria poder estar com vocês", disse MacLaine no vídeo, publicado no Instagram. Com um sorriso, acrescentou: "Eu adoraria rever 'Charity, meu amor'. Agora, enquanto vocês assistem, lembrem-se do quanto trabalhamos. E, cá entre nós, ele não fez muito sucesso, então espero que vocês gostem", brincou. Antes de se despedir, MacLaine mandou "muito amor" para os espectadores e enviou um beijo. A aparição gerou reação imediata entre seus seguidores, muitos dos quais comemoraram poder revê-la aos 92 anos e destacaram sua aparência e vitalidade. "Meu Deus! Uma mensagem de uma lenda viva!", escreveu um usuário. Outro a definiu como "uma das últimas grandes estrelas dos anos 50" e lembrou a quantidade de filmes e personagens que ela protagonizou ao longo da carreira. "Shirley! Você está incrível, querida!", comentou outro admirador. "Charity, meu amor" foi dirigido e coreografado por Bob Fosse, um dos nomes fundamentais da história do musical americano. O filme levou às telas o musical da Broadway de mesmo nome, inspirado, por sua vez, em "Noites de Cabíria", de Federico Fellini. Para Fosse, significou também sua estreia como diretor de cinema, depois de já ter alcançado reconhecimento como coreógrafo e diretor teatral. O resultado não teve, de fato, o impacto comercial que se poderia esperar de uma produção com essas características e recebeu críticas divididas. Com o passar do tempo, porém, o filme adquiriu uma importância muito maior e ficou associado tanto à trajetória de Fosse quanto à de sua protagonista. Em sua estreia, "Charity, meu amor" recebeu três indicações ao Oscar: melhor direção de arte, melhor figurino e melhor trilha sonora de filme musical. MacLaine, por sua vez, foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz e também recebeu uma indicação ao Prêmio Laurel de melhor interpretação feminina em comédia. O personagem de Charity também permitiu a MacLaine desenvolver uma faceta ligada de forma especial aos seus primeiros passos como artista: a dança, que ocupou um lugar central em sua vida muito antes de Hollywood transformá-la em estrela. Em abril de 2024, aos 90 anos, ela explicou à revista People que havia começado a dançar aos 3 anos e que continuou até aproximadamente os 67. Essa disciplina não foi apenas uma preparação artística. "Ela me ensinou a amar a música, a trabalhar com as pessoas e a lidar com a dor", explicou na ocasião. A dança também foi uma parte importante de sua explicação sobre como conseguiu se manter ativa por tantas décadas. Numa carreira que começou nos anos 1950 e atravessou praticamente toda a história moderna de Hollywood, MacLaine trabalhou com alguns dos diretores e atores mais importantes de sua época e construiu uma filmografia que abrange comédia, drama, musicais e filmes românticos. Entre seus trabalhos mais reconhecidos está "Laços de ternura", pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz em 1984. Nesse filme, ela interpretou Aurora Greenway, uma mulher cujo relacionamento com a filha, Emma, atravessa diferentes fases e conflitos. O papel finalmente lhe permitiu obter o maior reconhecimento da Academia, depois de várias indicações anteriores. Mas, quando aquele Oscar chegou, MacLaine já somava mais de três décadas de carreira. Ela havia estreado no cinema em 1955, com "O terceiro tiro", dirigido por Alfred Hitchcock, e rapidamente se tornou uma das atrizes jovens com mais destaque em Hollywood. Nos anos seguintes, trabalhou com cineastas como Billy Wilder e Vincente Minnelli, e dividiu tela com figuras como Jack Lemmon, Frank Sinatra, Dean Martin e Audrey Hepburn. O filme que MacLaine convidou o público a rever conta a história de Charity Hope Valentine, uma dançarina que trabalha como acompanhante em um salão de baile de Times Square e que sonha em encontrar o amor e escapar de uma vida sentimental marcada por decepções. A personagem, ingênua, romântica e obstinada, se tornou um dos papéis mais importantes da carreira cinematográfica da atriz. Arte nos livros Sua carreira também foi marcada por uma personalidade pública pouco convencional. MacLaine nunca se limitou à imagem tradicional de estrela de Hollywood e, ao longo de décadas, falou abertamente sobre espiritualidade, reencarnação, experiências paranormais e diferentes ideias ligadas à busca pessoal. Esses interesses se transformaram até mesmo em parte de sua atividade como escritora, além de seu trabalho como atriz. Aos 92 anos, porém, continua aparecendo ocasionalmente em público e mantendo contato com seus admiradores. Sua aparição mais recente havia sido registrada em abril, poucos dias antes de completar 92 anos, quando foi fotografada saindo de um almoço em Malibu, na Califórnia. Um mês antes, também havia sido flagrada em Malibu desfrutando de uma refeição simples, se comparada as de cerimônias e eventos geralmente associados a uma estrela de sua trajetória: um prato de ostras acompanhado de uma cerveja. MacLaine nasceu em 24 de abril de 1934, em Richmond, na Virgínia. Ao contrário de muitas figuras de sua geração, conseguiu se manter em evidência por décadas e se adaptar a diferentes formatos e estilos cinematográficos. Um de seus últimos trabalhos nas telas foi na segunda temporada da série da Disney+ "Only Murders in the Building".
Aos 92 anos, Shirley MacLaine surpreende fãs com recado antes de filme: 'Não fez muito sucesso'
Atriz mandou recado para espectadores de 'Charity, meu amor', filmado em 1969






