Assédio sexual tem sido um problema persistente nos locais de mineração na Austrália Ocidental, o que motivou uma investigação estadual em 2021 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um executivo sênior investigado por assédio moral e sexual continua trabalhando na Fortescue enquanto a apuração está em andamento, afirmou o chefe de energia da empresa, Gus Pichot, nesta quinta-feira (20). A Fortescue contratou o escritório de advocacia MinterEllison para investigar as acusações, as quais a companhia está tratando “extremamente a sério”, conforme declarou em comunicado à Reuters. As denúncias contra o executivo sênior, cuja identidade não foi revelada, foram divulgadas inicialmente pelo Australian Financial Review no início deste mês. “Tomamos extensas orientações jurídicas e de governança externa, portanto estamos bastante confiantes de que estamos seguindo o processo adequado”, disse Pichot, em uma teleconferência. O assédio sexual tem sido um problema persistente nos locais de mineração na Austrália Ocidental, o que motivou uma investigação estadual em 2021. A Fortescue, terceira maior mineradora da Austrália, relatou nesta quinta-feira uma queda de 20%, para 98 infrações “psicossociais”, categoria que inclui assédio sexual, questões de ética e outros incidentes, no ano fiscal mais recente. A empresa, que emprega 16.154 pessoas, informou que demitiu 11 funcionários por violações de seu código de conduta relacionadas à discriminação e ao assédio sexual. A companhia registrou 13 casos de contato sexual inapropriado, 10 de assédio sexual e um de agressão sexual. Em julho, a Fortescue foi alvo de uma ação coletiva que alega má conduta no local de trabalho, incluindo assédio sexual e discriminação de gênero, com pedidos de indenização cujos valores ainda não foram especificados. O processo foi protocolado pelo escritório de advocacia JGA Saddler, que também lançou ações coletivas semelhantes contra a Rio Tinto e a BHP no final de 2024. Esses casos ainda tramitam nos tribunais. O relatório anual da BHP divulgado nesta semana aponta que a empresa demitiu 109 funcionários responsáveis por assédio sexual e 22 por assédio racial no ano passado. A mineradora registrou uma queda de 11% nos relatos de assédio sexual, somando 380 no ano fiscal de 2026, e uma redução de 17% nas denúncias de assédio racial, totalizando 86. A gigante global da mineração possui 84.309 funcionários e contratados em todo o mundo. Por sua vez, a Rio Tinto, que contabiliza seus dados com base no ano calendário, registrou em 2025 um aumento de 24% para 702 incidentes reportados à sua central de atendimento, que dá suporte a funcionários que enfrentam diversas formas de comportamentos desrespeitosos ou nocivos no ambiente de trabalho, incluindo o assédio. O órgão regulador de saúde e segurança da Austrália Ocidental, WorkSafe, registrou 28 incidentes relacionados a agressão e assédio sexual nos primeiros seis meses do ano, segundo dados fornecidos à Reuters, uma baixa em comparação aos 113 registrados em todo o ano passado e ao pico de 421 ocorrências em 2022. O regulador atribuiu a queda à atuação de uma equipe dedicada de especialistas que aumentou sua capacidade de resposta após a investigação estadual sobre assédio sexual. Fortescue — Foto: Bloomberg
Fortescue contrata advogado para investigar alegações de assédio contra executivo
Assédio sexual tem sido um problema persistente nos locais de mineração na Austrália Ocidental, o que motivou uma investigação estadual em 2021







