Quando se fala em hepatite viral, os tipos A, B e C costumam ser os mais lembrados, mas eles não são os únicos capazes de causar a infecção no fígado. As hepatites D e E também circulam no Brasil e podem provocar complicações graves, embora ainda sejam pouco investigadas e diagnosticadas.
Uma revisão de 200 estudos liderada por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita reuniu dados de 14,5 milhões de pessoas para traçar um panorama das hepatites virais no país. Publicada na revista PLOS One em julho, a pesquisa considerou trabalhos realizados entre 2013 e 2024 e mostra que a frequência das hepatites D e E pode ser expressiva em determinados grupos e localidades.
Em alguns estudos, a prevalência da hepatite D, também conhecida como Delta, ultrapassou 20% na região amazônica. Já a hepatite E apresentou índices de até 59% em levantamentos realizados no Sul.
"A pesquisa nos alerta para a presença dessas sorologias incomuns que podem não estar sendo diagnosticadas corretamente por não estarem no radar de nossa prática clínica", avalia o patologista João Renato Rebello Pinho, coordenador do estudo.
Cinco vírus, diferentes formas de infecção






