A Coreia do Norte considera que os Estados Unidos não mudaram sua "postura hostil" em relação à ditadura comunista, apesar da abertura proposta nesta semana pelo presidente Donald Trump. O americano, por sua vez, disse que vai se encontrar com o líder do regime, Kim Jong-un.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) pela influente irmã do ditador, Kim Yo-jong, em um comunicado. Ela ocupa desde fevereiro um cargo equivalente a ministro no Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, que governa o país como uma dinastia familiar desde 1948.
Em tom de esnobada, ela disse "é verdade" que o irmão tem "boas lembranças do presidente dos EUA e sentimos pessoais positivos em relação a ele. "Mas as relações pessoais entre os líderes dos dois países não podem ser confundidas com as relações entre os dois Estados. A política hostil dos EUA não mudou em nada", escreveu.
Depois, ressaltou que os EUA ainda assim realizavam exercícios militares com sua rival Coreia do Sul, país que vive um armistício com o Norte há 73 anos.
De forma inédita na relação com o governo capitalista da porção sul da Península Coreana, Trump cortou pela metade os exercícios que começaram na segunda (17). Assim, os 11 dias de manobras viraram 5, a acabar nesta sexta (21).











