Ambientado no Recife, filme é dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, que fazem sua estreia em longas-metragens 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena do filme 'A margem do rio' — Foto: Victor Jucá / Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Ambientado no Recife, o longa acompanha a jornada de um auxiliar de serviços gerais e um pescador pelos manguezais. A trama aborda conflitos de identidade e violência. O júri do festival suíço classificou a produção como um "horror erótico e mágico". Os diretores dedicaram a conquista à equipe e à comunidade LGBTQIA+ brasileira. Dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, o filme de 118 minutos é uma coprodução entre Brasil e Alemanha. A dupla já estreou anteriormente no Festival de Sundance. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O filme brasileiro “A margem do rio”, estrelado por Caique Copque e Ítalo Martins, conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suíça. A produção, que teve sua estreia mundial nesta semana, foi o único longa brasileiro selecionado para a principal competição do evento. O filme é dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, que fazem sua estreia em longas-metragens. Ambientado no Recife, “A margem do rio” acompanha Izaquiel (Caique Copque), auxiliar de serviços gerais que, durante a noite, busca encontros secretos no mangue. A rotina do personagem muda quando ele conhece Jeremias (Ítalo Martins), um pescador. Quando uma ameaça externa leva violência à região, Jeremias conduz Izaquiel por uma jornada pelas profundezas do manguezal. A trama aborda conflitos relacionados à identidade e à religiosidade em um Brasil marcado por fragmentações sociais. 'Horror erótico e mágico' Cena do longa 'A margem do rio' — Foto: Reprodução Na justificativa, o júri de Locarno definiu o longa como uma obra que reúne “paciência, solidariedade, atração, violência, corpos, sexo”, além de classificá-lo como um “horror erótico e mágico” ligado à tradição política do cinema brasileiro. Os diretores dedicaram o reconhecimento à equipe, ao elenco e, em especial, à comunidade LGBTQIA+ brasileira. Durante a cerimônia, Enock Carvalho pediu união e destacou a importância do apoio da comunidade para a realização do filme. Matheus Farias e Enock Carvalho trabalham juntos desde 2015 em curtas-metragens, entre eles “Inabitável”, produção queer de ficção científica que estreou no Festival de Sundance, em 2021. Farias também tem trajetória como montador e trabalhou com Kleber Mendonça Filho em “O agente secreto” e “Retratos fantasmas”. Pelo trabalho de montagem, recebeu em 2026 o Prêmio Platino e o Prêmio Coral no Festival de Havana. A première de “A margem do rio” aconteceu no dia 11 de agosto, seguida por uma sessão com debate no dia seguinte. Além dos diretores e dos protagonistas, participaram das atividades em Locarno integrantes do elenco, como Robério Diógenes, Artia e Renna Costa, os produtores Maurício Macêdo e Flavia Oertwig e a diretora de fotografia Luciana Baseggio. O filme tem 118 minutos de duração e é uma coprodução entre Brasil e Alemanha.