Categoria está insatisfeita com as frequentes mudanças de última hora em suas escalas de trabalho. Direção da companhia britânica low cost classificou o movimento como 'oportunista' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aeronaves da EasyJet: companhia aérea low cost cancelou cerca de 100 voos nos aeroportos franceses neste sábado e domingo — Foto: Fabrice Coffrini/AFP A companhia aérea britânica de baixo custo EasyJet cancelou cerca de 100 voos nos aeroportos franceses neste sábado e domingo devido a uma greve dos tripulantes de cabine, insatisfeitos com as frequentes mudanças de última hora em suas escalas de trabalho. Os sindicatos informaram que mais da metade dos 900 tripulantes de cabine da França participaria da paralisação. A greve afeta metade dos voos com saída dos aeroportos parisienses Charles de Gaulle e Orly, além dos terminais de Nice, Bordeaux e Lyon. A direção da EasyJet classificou a greve como "oportunista", por coincidir com o movimentado fim de semana do feriado da Assunção de Nossa Senhora. "Cancelamos preventivamente cerca de 100 voos com saída da França neste sábado e domingo, para ajudar os passageiros a se organizarem antes da partida, oferecendo-lhes gratuitamente um lugar em outro voo", informou a empresa na sexta-feira. — Nossa principal reivindicação é a estabilidade das escalas. Em bases como a de Lyon, alguns tripulantes de cabine enfrentam entre 50 e 60 alterações de escala por semana — afirmou William Bourdon, representante do sindicato SNPNC-FO. — Quando se trata da vida pessoal ou dos cuidados com os filhos, é extremamente complicado se organizar, porque a maioria das mudanças ocorre em cima da hora, entre 24 e 48 horas antes da partida — acrescentou. Os sindicatos da EasyJet França convocaram a greve para os dias 14 e 15 de agosto, após o fracasso das negociações com a direção sobre a melhoria das condições de trabalho. — A EasyJet funciona em rede — explicou Bourdon. Isso significa que, quando falta pessoal em um aeroporto, a empresa envia funcionários de outra base, que, por sua vez, também precisa ser substituída, criando um sistema de remanejamentos constantes. O sindicalista citou o exemplo de uma comissária de bordo que, depois de planejar uma escala entre Lyon e Bordeaux, descobre um dia antes que terá de trabalhar durante quatro dias a partir do Porto, em Portugal. Em seguida, sua programação muda novamente, e ela passa a fazer uma sequência de voos entre Lyon, Nantes e Marrakech, no Marrocos. — Chega um momento em que isso se torna infernal — lamentou. A direção da empresa afirmou ter apresentado "propostas de ajustes" em resposta às reivindicações dos sindicatos e destacou que novas negociações estão previstas para setembro.