O resultado foi influenciado pelo aumento das vendas, combate a irregularidades no setor de combustíveis, maior geração de caixa e pela redução de dívida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Estamos construindo a Vibra do longo prazo”, disse Ernesto Pousada, presidente da Vibra Energia — Foto: Gabriel Reis A Vibra Energia registrou lucro líquido de R$ 2,35 bilhões no segundo trimestre deste ano, ganho mais de oito vezes superior ao registrado em igual período de 2025, quando apurou R$ 292 milhões. O resultado foi influenciado pelo aumento das vendas, combate a irregularidades no setor de combustíveis, maior geração de caixa e pela redução de dívida. Confira os resultados e indicadores da Vibra Energia e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A receita líquida ajustada da empresa subiu 26% no trimestre encerrado em março, na comparação anual, para R$ 57,42 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 206% entre abril e junho, para R$ 4,49 bilhões. A dívida líquida da empresa recuou 14% no segundo trimestre, para R$ 16,1 bilhões. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, encerrou junho em 1,3 vez, contra 2,9 vezes, isso em um cenário de alta de juros, apontou o presidente da Vibra, Ernesto Pousada, nesta sexta-feira (14). “Estamos construindo a Vibra do longo prazo, aproveitando esses resultados para desalavancar a companhia e aproveitando o momento para a empresa crescer”, afirmou. O executivo contou que a empresa vai distribuir R$ 558 milhões aos acionistas, na forma de juros sobre o capital próprio. Ele destacou que o fluxo de caixa operacional da Vibra foi de R$ 3,8 bilhões ao mesmo tempo que a dívida teve queda em um contexto de juros altos. “Em um contexto em que você tem Selic [taxa básica de juros] a 14%, a companhia tem uma redução expressiva do que paga em juros”, disse Pousada. Recorde de embandeiramento de postos Além disso, destacou Pousada, a empresa teve novo recorde de embandeiramento de postos, com 230 novos estabelecimentos no segundo trimestre, acima do total de 155 novos contratos no primeiro trimestre. Houve ainda 160 novos contratos com clientes corporativos (B2B). O combate às irregularidades no setor de combustíveis, disse, não impacta apenas a Vibra, mas todo o país, ao eliminar a concorrência desleal e permitir que governos voltem a arrecadar mais. Como exemplo, Pousada destacou que a arrecadação do ICMS pelo Rio de Janeiro cresceu 77% no segundo trimestre, em relação a igual período no ano passado, ao passar de R$ 1,3 bilhão para quase R$ 2,4 bilhões. Os dados são da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) ao Instituto Combustível Legal (ICL).