A Safernet, ONG brasileira dedicada à promoção e defesa dos direitos humanos na internet, apresentou uma representação à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) exigindo que o Telegram seja responsabilizado por suposta omissão sistemática e facilitação de crimes graves cometidos em sua plataforma.

Baseado em um estudo que monitorou o Telegram de 2017 a 2026, o levantamento identificou quase 15 mil endereços com conteúdos criminosos, incluindo abuso sexual infantil e incentivo à automutilação.

Os dados foram retirados da íntegra do acervo do Canal de Denúncias da ONG. Ao todo, foram identificados 14.969 endereços únicos do Telegram, sendo que 8.160 deles (54,5%) já estavam inexistentes ou removidos e 4.851 (32,4%) eram convites revogados.

Os demais 1.958 endereços (13,1%) permaneciam ativos e públicos nas datas da verificação, conduzida neste mês. Entre eles, 435 convites para grupos privados ainda válidos.

E, desses 1.958, 1.093 tinham indícios de material de violência sexual contra crianças e adolescentes e 22 continham indícios de incitação a automutilação e suicídio.