A um dia do prazo final para o registro das candidaturas que disputarão as eleições de outubro, o quadro em Pernambuco ainda é de indefinição. O palanque de Ivan Moraes, candidato do PSOL ao governo, está sob ameaça e pode ser desfeito a qualquer momento, embora a chapa Rede/PSOL tenha sido registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A sucessão estadual está polarizada entre os palanques da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, e do ex-prefeito do Recife João Campos, presidente nacional do PSB. Os dois travam uma disputa acirrada, com diferença mínima nas pesquisas de intenção de voto.
Na tentativa de desequilibrar o jogo e liquidar a fatura ainda no primeiro turno, o PSB pressiona a direção nacional do PSOL a retirar a candidatura de Moraes. Em caso de negativa, o partido ameaça romper o apoio a candidatos pesolistas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
As investidas do PSB se intensificaram a partir de julho. A cúpula do PSOL chegou a tentar convencer Ivan Moraes a desistir da candidatura, mas não teve sucesso. Na quarta-feira 12, dois integrantes da direção nacional do partido viajaram até o Recife para tratar do caso pessoalmente, mas a negativa do palanque local foi mantida.








