Iniciativa representa uma mudança na estratégia da fabricante do iPhone, que antes dependia de modelos de terceiros para alimentar recursos de IA na China 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A plataforma Apple Intelligence pode chegar em breve à China, dizem fontes — Foto: Bloomberg A Apple treinou um grande modelo de linguagem desenvolvido especificamente para o mercado chinês, segundo reportagem da Reuters, que cita três pessoas familiarizadas com o assunto. A iniciativa, segundo a agência, representa uma mudança na estratégia da fabricante do iPhone, que até agora vinha recorrendo a modelos de inteligência artificial de terceiros para oferecer recursos de IA no país. De acordo com as fontes, que falaram sob condição de anonimato, o modelo foi desenvolvido em parceria com o Alibaba e recebeu suporte da gigante chinesa de tecnologia durante seu treinamento. Até agora, a empresa vinha priorizando modelos desenvolvidos por parceiros locais para levar recursos de IA generativa aos iPhones e a outros dispositivos vendidos na China. Aomudanla de estratégia ocorre porque modelos americanos, como o Claude, da Anthropic, e o ChatGPT, da OpenAI — que a Apple integra à sua própria tecnologia em seu mercado doméstico — não estão disponíveis na China, ressalta a reportagem. Procuradas pela Reuters, Apple e Alibaba não responderam aos pedidos de comentário. Segundo as fontes, espera-se que o Apple Intelligence, conjunto de ferramentas de inteligência artificial da companhia, chegue à China nos próximos meses, após uma atualização do sistema operacional iOS. O desenvolvimento de um modelo próprio adaptado ao mercado chinês pode dar à Apple maior controle sobre a experiência de inteligência artificial em seu mercado internacional mais competitivo, onde a empresa vem perdendo espaço para concorrentes locais, entre eles a Huawei, que avançaram rapidamente na oferta de smartphones equipados com recursos de IA, acrescenta a Reuters. O plano da Apple para lançar seus recursos de inteligência artificial na China representa uma estratégia inédita de atuação em duas frentes para uma empresa estrangeira no país. A iniciativa permitiria à companhia contornar os rígidos obstáculos regulatórios que têm restringido a atuação de diversas empresas de tecnologia dos Estados Unidos no mercado chinês, lembra a reportagem. Fora isso, diz a agência, a estratégia também poderá colocar a Apple na posição de primeira companhia estrangeira autorizada por Pequim a oferecer na China um modelo próprio de inteligência artificial. O movimento sinaliza uma rara aproximação entre empresas de tecnologia americanas e chinesas, em um momento de crescente tensão comercial e diplomática entre os dois países, especialmente em torno da disputa pelo domínio da inteligência artificial.