Ex-interventor federal no DF confirmou candidatura do PSB na noite de quinta-feira; movimento ocorre após pressão para que apoiasse o petista Leandro Grass 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ricardo Cappelli registrou candidatura — Foto: Divulgação/ABDI Ricardo Cappelli (PSB) registrou nesta quinta-feira (13) sua candidatura ao governo do Distrito Federal, mantendo a disputa pelo Palácio do Buriti mesmo diante da pressão do PT para que retirasse seu nome e apoiasse Leandro Grass (PT). O prazo para o registro definitivo das atas termina neste sábado, 15. Cappelli havia sinalizado que só desistiria da candidatura caso recebesse um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que não ocorreu. Segundo aliados, ele também deixou claro que não aceitaria ser vice de Grass caso abrisse mão da cabeça de chapa. Grass afirmou em maio que o partido convidou o PSB para compor uma chapa unificada, mas sem manifestar a possibilidade de sair como vice. No começo do mês, Lula havia escalado o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para se reunir com Cappelli, em movimento que foi interpretado como uma tentativa do PT de tirar o PSB da disputa, mas a tentativa não rendeu frutos. Eles conversaram na quinta-feira (6) passada. Capelli adotou uma postura independente em relação aos demais concorrentes durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo do DF, realizado pela TV Bandeirantes no último domingo (9). Ao ser questionado sobre a situação de José Roberto Arruda (PSD), que enfrenta questionamentos judiciais sobre sua elegibilidade, Cappelli defendeu que o ex-governador tenha o direito de disputar a eleição. “Eu quero ter a oportunidade de debater e disputar a eleição com você [Arruda]. E que o povo do Distrito Federal escolha quem é o melhor”, afirmou Cappelli, ao criticar uma eventual tentativa de impedir a candidatura por meio de um “tapetão”. No debate, Celina foi o principal alvo de adversários pela crise do BRB no caso Master. A posição colocou Cappelli em contraste com Grass, que afirmou que as questões judiciais envolvendo outras candidaturas devem ser decididas pela Justiça, e com a governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, que criticou diretamente a defesa feita por Cappelli. A resistência do candidato do PSB à pressão petista também ocorre em um contexto de proximidade anterior com o governo Lula. Cappelli foi interventor federal no Distrito Federal após os ataques de 8 de Janeiro e, em 2023, comandou interinamente o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), quando exonerou 87 militares. A candidatura de Grass, por sua vez, tem o apoio de setores do PT no Distrito Federal e a simpatia da primeira-dama Janja da Silva. O petista se filiou ao PT em 2025 e havia colocado como objetivo disputar o governo do DF.
Cappelli registra candidatura ao governo do DF e mantém disputa mesmo sob pressão do PT
Ex-interventor federal no DF confirmou candidatura do PSB na noite de quinta-feira; movimento ocorre após pressão para que apoiasse o petista Leandro Grass







