Teddy Haggerty sabia exatamente o que enfrentaria quando decidiu construir robôs humanoides nos Estados Unidos.

Desde 2022, Haggerty era o principal distribuidor americano da Unitree Robotics, a principal fabricante chinesa de robôs humanoides. Essa função lhe proporcionou uma visão privilegiada de uma indústria que as empresas chinesas dominam, produzindo robôs de forma mais barata e em uma escala que os fabricantes americanos ainda não conseguiram alcançar.

"Na China, essas coisas estão simplesmente andando pelas ruas", disse ele. "Eles têm muito mais experiência do que nós."

Mas, em um galpão localizado em um arborizado parque industrial nos subúrbios de Long Island, Haggerty, de 30 anos, está tentando realizar uma tarefa que parece quase impossível —produzir robôs semelhantes a humanos nos Estados Unidos.

Sua nova empresa, a Robo Inc., é o mais recente empreendimento de um empreendedor que passou a década anterior perseguindo a próxima grande oportunidade, da fotografia com drones e mineração de bitcoin à importação de equipamentos de proteção durante a pandemia de Covid-19. Construir robôs, porém, significa enfrentar uma indústria que a China declarou uma prioridade estratégica. Esse é um desafio de outra magnitude.