Temporal ocorre em meio à temporada de tufões que meteorologistas preveem ser excepcionalmente ativa; mais de 100 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carro fica submerso em passagem subterrânea após fortes chuvas em Kamagaya, na província de Chiba, no Japão, em 14 de agosto — Foto: JIJI Press/AFP Ao menos oito pessoas morreram no leste do Japão após uma chuva intensa “sem precedentes” deixar milhares de passageiros retidos durante a noite no aeroporto de Narita e provocar transtornos em estradas e serviços ferroviários, informaram autoridades nesta sexta-feira. O temporal ocorre em meio a uma temporada de tufões que os meteorologistas preveem ser excepcionalmente ativa. Segundo a prefeitura, entre os mortos estavam um homem de 60 ou 70 anos que foi encontrado boiando em uma estrada alagada e uma mulher de 66 anos presa em um carro submerso. Entre outras vítimas estavam um homem de idade desconhecida, encontrado caído na rua, e uma pessoa cujo sexo e idade não foram determinados. Este mês já é o agosto mais chuvoso já registrado pela estação meteorológica de Chiba em 60 anos, segundo dados da Agência Meteorológica do Japão (JMA), com mais de 30 centímetros de chuva em 24 horas. Na quinta-feira, autoridades emitiram um alerta de emergência de nível 5, o mais alto. Ele foi posteriormente rebaixado para nível 4 na manhã desta sexta, embora o alerta para o risco de deslizamentos de terra e inundações permaneça elevado. A JMA afirmou que as chuvas mais recentes foram provocadas pela entrada de ar quente e úmido no leste do país, que se combinou com o ar frio, tornando as condições atmosféricas extremamente instáveis. A previsão é de que as chuvas continuem até o fim do dia. — Este caso foi uma situação extremamente incomum, mesmo para os padrões históricos do clima no Japão — disse o governador de Chiba, Toshihito Kumagai, a jornalistas na manhã desta sexta. — Já enfrentei muitos desastres no passado, mas nunca vivi um caso como este. Passageiro dorme no aeroporto de Narita, em Chiba, no Japão, em 14 de agosto, após fortes chuvas deixarem milhares retidos no local — Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP Cientistas afirmam que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana estão tornando eventos climáticos extremos mais frequentes, prolongados e intensos. Na zona rural de Chiba, mais de uma dúzia de carros foram abandonados em estradas aéreas baixas. Mais de 100 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas na quinta-feira. Em Narita, um dos dois principais aeroportos que atendem Tóquio, cerca de 6 mil pessoas ficaram retidas durante a noite. Usuários nas redes sociais disseram que funcionários do distribuíram gratuitamente água, comida e sacos de dormir. Passageiros também ficaram retidos em estações de metrô, enquanto cerca de 1,8 mil pessoas passaram a noite no prédio do governo da província de Chiba. Mais de 80 casas foram alagadas em cidades como Ichikawa, Kashiwa e Sakura. Além disso, cerca de 90 residências tiveram infiltrações de água por baixo do piso. À NHK, uma mulher da cidade de Ichikawa, em Chiba, disse que a chuva começou “de repente”. — Foi uma surpresa completa. A energia está cortada, então estou preocupada se vou conseguir abrir meu negócio nos próximos dias. Enquanto isso, nas Filipinas, as autoridades voltaram a fechar escolas e repartições públicas na maior parte do norte do país, citando a ameaça de inundações. No início desta semana, Japão, Filipinas e China foram atingidos por tempestades consecutivas — Dolphin, Chan-Hom e Peilou — que avançaram simultaneamente pela região. Dolphin provocou fortes chuvas na ilha japonesa de Okinawa, deixando dezenas de milhares de edifícios sem energia, derrubando árvores e causando o cancelamento de voos. No fim de semana, autoridades chinesas retiraram mais de 1 milhão de pessoas de suas casas enquanto o Dolphin, o tufão mais forte a atingir a China até agora neste ano, chegou ao litoral do leste do país. (Com AFP)
Chuva ‘sem precedentes’ deixa ao menos oito mortos e milhares de deslocados no Japão
Temporal ocorre em meio à temporada de tufões que meteorologistas preveem ser excepcionalmente ativa; mais de 100 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas














