Missionário de 50 anos foi levado por homens armados em outubro; operação para recuperar o americano contou com esforços do governo Trump e do comando militar dos EUA na África 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kevin Rideout — Foto: Redes sociais O piloto missionário americano Kevin Rideout, de 50 anos, foi libertado após passar 10 meses sequestrado no Níger. Ele já está a caminho dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (13) por autoridades americanas ouvidas pelo The New York Times. Rideout havia sido capturado em 21 de outubro, em frente à própria casa, em Niamey, capital do país. De acordo com a Christianity Today, três homens armados e não identificados abordaram o piloto, que vivia no Níger havia 19 anos e trabalhava para a organização cristã Serving in Mission. Após o sequestro, os suspeitos foram vistos seguindo em direção à região de Tillaberi, onde atuam grupos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda. No dia seguinte, a Embaixada dos EUA emitiu um alerta sobre o aumento do risco de sequestros. Operação envolveu autoridades americanas A libertação se tornou uma prioridade para a Casa Branca e para o Comando dos EUA na África. Segundo dois funcionários ouvidos pelo New York Times, Rideout voltou à custódia americana na quinta-feira. As circunstâncias da libertação não foram esclarecidas, e ainda não se sabe qual grupo manteve o missionário em cativeiro até o fim. Imagens recentes que comprovariam que Rideout estava vivo foram entregues às autoridades americanas nas últimas 48 horas. Segundo uma fonte oficial, ele aparentava estar em boas condições de saúde. — Estamos vendo esforços de todo o governo para apoiar a recuperação e o retorno seguro deste cidadão americano — afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à CBS News. O sequestro ocorreu em meio ao agravamento da instabilidade no Sahel. Após o golpe militar de 2023, que levou o general Abdourahamane Tiani ao poder, o Níger determinou a saída de tropas estrangeiras, incluindo as americanas. Com a redução da presença militar ocidental, grupos jihadistas ampliaram sua atuação na região. Especialistas citados pela imprensa americana apontaram como possíveis responsáveis o Estado Islâmico na Província do Sahel ou grupos criminosos associados à organização. Missionários também passaram a enfrentar maior desconfiança das autoridades locais, com acusações de espionagem e restrições para atuar em áreas remotas. Nos meses seguintes ao desaparecimento, os Estados Unidos ampliaram esforços de inteligência para localizar Rideout. Autoridades americanas realizaram operações de vigilância a partir de bases na vizinha Nigéria e intensificaram contatos com países do Sahel em busca de informações sobre o paradeiro do piloto.