A Nova Zelândia retirou o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição para a presidência da Fifa. A New Zealand Football (NZF) confirmou que não apoiará o dirigente, de 56 anos, em meio à controvérsia envolvendo o Fifa Forward Enterprise Scheme (FFE), projeto que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados e acabou abandonado. A entidade neozelandesa também anunciou que pretende buscar uma revisão independente das medidas tomadas para desenvolver o FFE. Segundo a NZF, uma análise das ações relacionadas ao projeto levou à conclusão de que decisões e ações dentro da Fifa contribuíram para uma quebra de confiança e para o aumento da divisão no futebol internacional. "A New Zealand Football também está buscando uma revisão independente das medidas tomadas para desenvolver o Fifa Forward Enterprise Scheme (FFE)", afirmou a entidade. A NZF acrescentou que a revisão é necessária para recuperar a confiança na administração do futebol mundial. "Após uma análise cuidadosa, a NZF concluiu que decisões e ações dentro da Fifa contribuíram para uma quebra de confiança e para o aumento da divisão no futebol internacional, e que uma revisão independente é necessária para restaurar a confiança", disse. A entidade também defendeu mudanças na governança da organização. "A NZF acredita que este momento representa uma oportunidade para que todas as associações-membro da Fifa defendam uma governança, responsabilização e transparência mais fortes, que são fundamentais para manter a confiança na administração do futebol mundial". Entidade quer investigação independente Diretor-executivo da New Zealand Football, Andrew Pragnell afirmou que a entidade optou por pedir uma revisão independente porque não queria que a questão fosse resolvida apenas internamente. — Pedimos uma revisão independente especificamente porque não queremos ver uma espécie de solução rápida feita internamente. Pragnell afirmou ainda que outras confederações também solicitaram uma revisão. — Uma revisão independente é algo que também foi solicitado por outras confederações e que ajudará a restaurar parte da confiança. A controvérsia ocorre após a proposta da Fifa de comercializar 20% dos direitos da Copa do Mundo para investidores privados. O projeto foi posteriormente abandonado. Infantino perde apoio de confederações Infantino perdeu o apoio de três confederações regionais: Uefa, que representa a Europa; Confederação Asiática de Futebol (AFC); e Concacaf, que reúne as associações da América do Norte, América Central e Caribe. A Confederação Africana de Futebol (Caf) e a Conmebol, entidade que administra o futebol sul-americano, apoiaram Infantino para a conquista de um quarto mandato presidencial no Congresso da Fifa, em março. A posição dos membros da Confederação de Futebol da Oceania (OFC) também não é uniforme. A Nova Zelândia foi o único dos 11 integrantes da entidade a se classificar para a Copa do Mundo da Fifa de 2026. Apesar da decisão neozelandesa, a Nova Caledônia, que também integra a OFC, reafirmou seu apoio a Infantino. Outros países também adotaram posição diferente da tomada por suas respectivas confederações. México, Granada e São Cristóvão e Névis, todos membros da Concacaf, apoiaram Infantino apesar da posição contrária da confederação. A Argentina manteve-se alinhada à Conmebol em seu apoio ao presidente da Fifa. OFC não retira apoio a Infantino A Confederação de Futebol da Oceania recebeu positivamente a decisão da Fifa de retirar a proposta do FFE. A entidade, porém, não declarou apoio a Infantino, mas também não retirou seu apoio ao dirigente. Em comunicado, a OFC afirmou que acolheu a decisão da Fifa e seu compromisso de revisar as questões relacionadas ao projeto. "O Comitê Executivo da OFC acolhe a decisão da Fifa de retirar a proposta do FFE e seu compromisso de revisar as questões relacionadas ao projeto", afirmou a confederação. A entidade também destacou os avanços no futebol da Oceania durante a última década. "A OFC reconhece o progresso alcançado na última década no avanço do desenvolvimento do futebol na Oceania sob a liderança da Fifa e incentiva a Fifa a usar a revisão como uma oportunidade para identificar e implementar quaisquer mudanças que possam ser necessárias".