Após rusgas públicas, a ex-primeira-dama aceitou o pedido de desculpas público do presidenciável. Mas será que ela vai se engajar na campanha do enteado? 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Colunistas do GLOBO respondem sobre temas eleitorais na nova newsletter 'A pergunta da semana' — Foto: Editoria de Arte Era dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu ir às redes sociais em um ataque público contra o enteado, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A gravação — na qual dizia, entre outras coisas, que o senador a "desrespeitou e maltratou" — marcou o auge de uma sequência de atritos com os filhos do marido. Um mês depois, pressionado pelas pesquisas e por uma série de reveses na campanha, Flávio também recorreu à internet para pedir desculpas à madrasta, que agradeceu e hasteou a bandeira branca. Mas a trégua entre Flávio Bolsonaro e Michelle é para valer? É esse o questionamento que protagoniza a estreia da newsletter Pergunta da Semana, na qual jornalistas do GLOBO responderão, sempre às quintas-feiras, as principais dúvidas que emergem na eleição. Nesta primeira edição, participam os colunistas Bela Megale, Lauro Jardim e Thomas Traumann, além do editor de Política Thiago Prado. Para receber a newsletter semanalmente, o leitor pode fazer a inscrição no site do GLOBO. Assim, passa a receber os textos diretamente por e-mail. O envio acontecerá semanalmente, sempre às quintas, entre o fim da tarde e o início da noite. Confira! Bela Megale, colunista do GLOBO "A mulher traída perdoa, mas não esquece". Essa é a frase que resume o sentimento de Michelle Bolsonaro em relação ao enteado, Flávio, quando o tema é o rompimento que ambos protagonizaram. Os próximos passos da campanha mostrarão o que tem pesado mais na balança de Michelle: se é o perdão ou a mágoa em relação a Flávio. O tempo que ela dedicará à campanha do senador está sendo calculado com cuidado pelo PL, que ainda aposta na ex-primeira-dama para que Flávio cresça no eleitorado feminino. Lauro Jardim, colunista do GLOBO O cessar-fogo entre madrasta e enteado é, ninguém duvida, uma união forçada, um “casamento feito na delegacia”, mas que deve durar até o encerramento do processo eleitoral. Uma trégua política que interessa aos dois. Não será um apoio de fato de Michelle a Flávio, com participação em comícios ou declarações enfáticas dela em favor dele ao longo da disputa. Para o enteado, porém, não ser atacado pela madrasta em plena campanha já é o suficiente. Thomas Traumann, colunista do GLOBO O teste do armistício entre Michelle e Flávio Bolsonaro será o 5 de outubro, o dia seguinte ao primeiro turno. Se eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle ganhará mandato e palco para ser a líder parlamentar do bolsonarismo raiz. Ela não vai mais precisar dos enteados. Flávio, em compensação, só terá uma chance realista de vencer o segundo turno se tiver o esforço incansável de Michelle e outras lideranças evangélicas. Só então, poderemos saber se a trégua entre os dois é sincera. Thiago Prado, editor de Política do GLOBO Acho que é uma reconciliação "para inglês ver", até porque Michelle e Flávio já não eram próximos antes de toda a polêmica no Ceará. Aliás, a madrasta nunca teve relação de proximidade com nenhum dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O que acaba de acontecer é apenas uma acomodação de interesses. Flávio precisa reduzir a rejeição no eleitorado feminino e não pode entrar em uma eleição brigado com a mulher do pai. Michelle não pode sair disso tudo como uma traidora do bolsonarismo e a responsável pela vitória do Lula. Se quer entrar para valer na política, não pode nem pensar em perder a eleição para o Senado no Distrito Federal.
'Pergunta da semana': A trégua entre Flávio Bolsonaro e Michelle é para valer? Newsletter com colunistas do GLOBO avalia
Após rusgas públicas, a ex-primeira-dama aceitou o pedido de desculpas público do presidenciável. Mas será que ela vai se engajar na campanha do enteado?








