Placar praticamente acabou com as pretensões do clube na Sul-americana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Botafogo sofreu goleada histórica do Cienciano — Foto: Jose Angulo / AFP A campanha quase perfeita na fase de grupos fez a torcida do Botafogo sonhar com a Sul-americana. Um vislumbre que não resistiu ao Cienciano e à altitude de Cusco, no Peru. O alvinegro viveu uma noite de pesadelo nos mais de 3,4 mil metros acima do nível do mar. A derrota por 6 a 1 (a maior de um clube brasileiro em competições da Conmebol) praticamente acabou com sua participação no torneio e, consequentemente, enterrou a última chance de título na temporada. Agora, vem a difícil missão de seguir em frente. No domingo, o Botafogo já tem o Vitória pela frente, em Salvador, pelo Brasileirão. E o técnico Franclim Carvalho vai precisar usar os dias até lá para evitar que a goleada sofrida em Cusco não afete o desempenho da equipe no restante do temporada, já que o clube precisa ir atrás de uma vaga na Libertadores do ano que vem. Botafogo e Cienciano ainda se enfrentam na próxima quinta-feira, no Nilton Santos. Mas, neste momento, só o mais otimista dos alvinegros deve acreditar numa vitória por pelo menos cinco gols de diferença, o que levaria a decisão da vaga para os pênaltis. Para buscar esta volta por cima, o Botafogo vai precisar de uma atuação totalmente diferente. Não se pode colocar a derrota apenas na conta da altitude, ainda que ela tenha sido um elemento importante (a estratégia de chegar em Cusco poucas horas antes da partida não deu certo, e o atletas sofreram com a falta de ar). Nem mesmo na do erro de arbitragem no segundo gol, que de fato ocorreu. Aos 21 minutos, a bola acabou tocando no braço de Bandiera antes de ele concluir para dentro da meta alvinegra. Inicialmente, o auxiliar havia marcado a irregularidade. Mas, depois de quase seis minutos de análise do VAR, o equatoriano Augusto Aragon foi ao monitor e validou erroneamente o gol. Mas, pior que a atuação da arbitragem, foi a do Botafogo. — São coisas que não podem acontecer. Passamos a semana avisando sobre cruzamento, cruzamento... Eles chegaram e sofremos gol de cruzamento. É tudo culpa nossa. Precisamos melhorar e muito. Desperdiçamos os primeiros 45 minutos, estamos muito irritados — lamentou Ferraresi. O Botafogo foi totalmente envolvido na estratégia do Cienciano. Os peruanos abusaram dos lançamentos e cruzamentos na área e aproveitaram os muitos espaços dados pelos alvinegros, que se mostraram perdidos defensivamente. Foram quatro gols sofridos só no primeiro tempo, o que obrigou Franclim a mexer no time antes mesmo do intervalo. Mudanças que jogam luz para a estranha opção do técnico de poupar alguns titulares na única competição em que brigava pelo título. No segundo tempo, mais perto da força máxima, o Botafogo conseguiu criar chances e até marcou um, com Matheus Martins, de falta. Ainda assim, errou ao se lançar na frente de qualquer maneira. Os jogadores não tiveram fôlego para recompôr e sofreram mais dois gols. Uma noite para ser esquecida.