Em reunião com aliados dos EUA no Panamá, secretário de Defesa afirmou que ameaças externas incluem os traficantes da região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante reunião de gabinete do governo Trump, na Casa Branca — Foto: Alex Brandon/AP Em visita ao Panamá, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, levantou a possibilidade de ataques americanos em terra contra grupos armados na América Latina. Segundo ele, as operações poderão ocorrer “onde quer que” atuem grupos do narcotráfico, ampliando a possibilidade de ações para além dos países que participam da aliança criada pelo governo de Donald Trump para combater os cartéis. “Será o mesmo efeito em terra. Estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTOs [organizações designadas como terroristas] em terra", afirmou Hegseth. A Colômbia autorizou “operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas”, disse o secretário em reunião da Coalizão das Américas contra os Cartéis, liderada pelos EUA nesta semana no Panamá. “Sim”, afirmou Hegseth quando questionado se havia discutido com o homólogo colombiano ataques conjuntos contra grupos como o Exército de Libertação Nacional (ELN), que os EUA classificam como terrorista, e a remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Organizações designadas como terroristas, em parceria com governos aliados, serão alvos legítimos do governo dos EUA”, incluindo a Colômbia, disse. A política do presidente Donald Trump para a América Latina tem se expandido para além do foco inicial no Canal do Panamá. Mais de 200 pessoas foram mortas desde o início dos ataques militares dos EUA contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, em setembro passado. E operação liderada pelos EUA em janeiro depôs Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Críticos afirmam que os ataques dos EUA constituem crimes de guerra passíveis de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Na reunião no Panamá, Hegseth criticou o TPI e encorajou os aliados da coalizão a se retirarem da organização. Ele comparou os traficantes de drogas a terroristas da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico. E invocou versão atualizada da Doutrina Monroe, a política do século 19 que afirmava a primazia dos EUA nas Américas e que os críticos associam a décadas de intervenção na região — repaginada agora como “Doutrina Donroe”, em trocadilho com Donald Trump. “Defenderemos nosso hemisfério contra ameaças externas”, o que inclui narcotraficantes e influências “malignas” estrangeiras, ressaltou Hegseth.
EUA alertam que podem atacar por terra gangues na América Latina
Em reunião com aliados dos EUA no Panamá, secretário de Defesa afirmou que ameaças externas incluem os traficantes da região













