O petróleo Brent com entrega para outubro recuou 2,15% e o WTI com vencimento em setembro caiu 2,43% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Após seis sessões consecutivas de ganhos, os investidores realizaram lucros e levaram os preços do petróleo a encerrarem em queda, a despeito de não haver sinais de progresso para a reabertura do Estreito de Ormuz. Os novos ataques dos rebeldes houthis contra a Arábia Saudita arrefeceram o recuo do ativo, que fechou longe das mínimas intradiárias. Os investidores seguiram repercutindo os indicadores de oferta e demanda no segmento divulgados ontem. O petróleo Brent com entrega para outubro recuou 2,15%, cotado a US$ 87,07 por barril, na ICE. O WTI com vencimento em setembro caiu 2,43%, cotado a US$ 81,25 por barril, na Nymex. Mais cedo, os Houthis, do Iêmen, afirmaram ter atacado uma refinaria da Aramco em Jazan, na Arábia Saudita. Uma fonte militar do grupo declarou que o ataque foi uma resposta ao que foi descrito como violações sauditas do espaço aéreo e da soberania do Iêmen nas províncias de Saada e Hajjah. Os investidores ainda repercutem os últimos relatórios de estoques e oferta de petróleo divulgados ontem. O relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA mostrou um aumento inesperado de mais de 17 milhões de barris nos estoques americanos na última semana, o maior avanço semanal desde janeiro de 2023. “Isso não condiz com a suposição de um fechamento quase total do Estreito de Ormuz. E o provável responsável parece ser o fato de que está escapando do Estreito, diariamente, uma quantidade de petróleo substancialmente maior do que a que vinha sendo estimada”, pondera o analista chefe de commodities do SEB, Bjarne Schieldrop. Já a Agência Internacional de Energia (AIE) previu um déficit de 1,8 milhão de barris por dia no mercado global de petróleo no terceiro trimestre de 2026. O órgão também projetou uma queda na demanda, de 1,6 milhão de barris por dia em 2026, devido à guerra no Golfo Pérsico e suas consequências. Plataforma de petróleo — Foto: ambquinn/Pixabay