As execuções estão previstas para ocorrer no Tennessee, Alabama e Oklahoma. Os casos envolvem Anthony Darrell Hines, de 66 anos, Jeremy Williams, de 42, e Carlos Cuesta-Rodriguez, de 70. Todos foram condenados por homicídios em processos separados e aguardavam há anos o cumprimento das sentenças. O episódio acontece em meio a um aumento no número de execuções nos Estados Unidos. Em 2025, 47 presos foram executados em 11 estados, o maior total registrado desde 2009. Neste ano, 19 execuções já ocorreram, concentradas em um pequeno grupo de estados que seguem aplicando a pena de morte com frequência. A Flórida lidera esse movimento. Sozinha, foi responsável por 19 execuções em 2025 e responde pela maior parte das execuções realizadas em 2026 até agora. Especialistas atribuem o aumento à política do governador republicano Ron DeSantis, que promoveu mudanças na legislação para facilitar a aplicação da pena capital. LEIA TAMBÉM Apesar desse endurecimento, pesquisas indicam que o apoio da população à pena de morte vem diminuindo. Levantamento do instituto Gallup mostra que 52% dos americanos consideram a prática moralmente aceitável, o menor índice desde a década de 1970. Além disso, os tribunais têm imposto menos sentenças de morte do que no passado. Outro fator que mantém o tema em debate são as falhas registradas em execuções recentes. Problemas com injeções letais, escassez dos medicamentos utilizados e questionamentos sobre métodos alternativos, como pelotão de fuzilamento e gás nitrogênio, aumentaram as críticas ao sistema. No Tennessee, a execução de Anthony Hines chama atenção porque ocorrerá após uma tentativa fracassada de execução no mesmo estado há cerca de três meses. Na ocasião, a equipe médica não conseguiu estabelecer adequadamente o acesso intravenoso necessário para aplicar a injeção letal. Hines argumentou na Justiça que suas condições de saúde, incluindo sequelas de dois derrames, elevam o risco de complicações, mas seus recursos foram rejeitados. No Alabama, Jeremy Williams pediu que sua própria sentença fosse executada. Ele foi condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de 5 anos em 2021. Já em Oklahoma, Carlos Cuesta-Rodriguez foi condenado pelo assassinato da companheira em 2003 e também afirmou não desejar clemência. Advogados alegaram que ele sofre de transtornos mentais e danos cerebrais, mas o próprio preso rejeitou os pedidos para reduzir sua pena. Embora as três execuções estejam programadas para ocorrer nesta quinta-feira, ainda existe a possibilidade de decisões judiciais de última hora ou intervenções dos governadores. Independentemente do desfecho, o caso volta a colocar em evidência um debate que divide os Estados Unidos: a continuidade da pena de morte em um momento em que o número de execuções aumenta, mas o apoio popular à prática vem diminuindo.
EUA podem ter 3 execuções no mesmo dia pela 1ª vez em 16 anos | G1
Três condenados podem ser executados no mesmo dia pela primeira vez em quase 16 anos nos EUA, em meio ao aumento das penas de morte e à queda do apoio popular à prática.










