A escola britânica reforçou os cuidados com a privacidade dos alunos antes do início do novo ano letivo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Príncipe George terá mudança importante na rotina ao chegar a novo internato — Foto: Getty Images A chegada do príncipe George ao Eton College, em setembro, será acompanhada por uma preocupação que vai além da adaptação à rotina de um novo internato. Às vésperas do início do ano letivo, a tradicional instituição britânica instalou placas de "proibido fotografar" nas cercas externas, em uma medida voltada à privacidade dos estudantes. A iniciativa ganha atenção especial diante da presença do filho mais velho de William e Kate Middleton, que ocupa o segundo lugar na linha de sucessão ao trono britânico. George, que completou 13 anos em julho, começará em Eton seguindo um caminho já conhecido pela família. O pai estudou no colégio entre 1995 e 2000, período em que a imprensa britânica estabeleceu um acordo para limitar a cobertura da rotina escolar do então jovem príncipe. Um entendimento semelhante para George voltou a ser cogitado agora, diante de uma realidade diferente daquela vivida por William. Na época, a relação com os veículos de comunicação era o principal foco, enquanto hoje celulares e redes sociais ampliam as formas de registrar e compartilhar imagens. A preocupação, portanto, não se restringe aos fotógrafos do lado de fora da escola. Registros feitos por estudantes ou por pessoas que circulam nos arredores podem alcançar um público muito maior em pouco tempo, tornando a privacidade um desafio também no ambiente digital. Príncipe George: o que muda na rotina do jovem ao entrar em Eton — Foto: Getty Images O precedente deixado por William Quando William frequentou Eton, a relação entre a família real e os veículos de comunicação foi organizada de modo a permitir que o príncipe tivesse uma vida escolar mais próxima da de outros adolescentes. Segundo a cobertura da Hello!, havia sessões de fotos previamente combinadas, enquanto a imprensa se comprometia a respeitar sua privacidade no restante do tempo. A experiência ajuda a entender como a família real lidou, no passado, com a exposição de um jovem integrante da monarquia e por que a chegada de George também desperta atenção para o tema. A expectativa de William e Kate é que o filho tenha uma vivência o mais próxima possível da dos demais estudantes. A escolha de Eton também mantém uma tradição familiar. Além de William, o príncipe Harry estudou no colégio, fundado em 1440 e considerado uma das escolas particulares mais tradicionais do Reino Unido. Como será a rotina de George em Eton Como os demais estudantes, George terá de seguir as normas disciplinares da instituição. Ele deverá ter um quarto próprio e estará sujeito a medidas corretivas em casos como atrasos ou descumprimento de obrigações acadêmicas. Outro aspecto que chama atenção é a relação com a tecnologia. No primeiro ano, não é permitido o uso de smartphones com acesso à internet. Os alunos recebem aparelhos mais simples, destinados basicamente a ligações e mensagens. A política está alinhada à preocupação de William e Kate com o uso de celulares pelos filhos e com a exposição digital na adolescência. A restrição ganha um significado particular para George, que estará cercado por outros adolescentes em uma fase na qual a circulação de imagens nas redes sociais faz parte do cotidiano. Para um membro da família real, esse cenário também representa um desafio adicional para preservar a privacidade. Uma nova dinâmica com a família A ida para Eton também marca uma mudança na convivência de George com os pais e os irmãos. Ele já teve contato com o regime de internato na Lambrook School, onde estudou com a princesa Charlotte e o príncipe Louis, mas a nova instituição representa uma etapa diferente. Como interno, o príncipe deverá retornar para casa nos fins de semana e durante os períodos de férias. A distância, por outro lado, não será um obstáculo, pois o colégio fica a poucos quilômetros da residência da família de Gales, em Windsor. A mudança acontece em uma fase em que George começa a viver uma adolescência naturalmente mais exposta. Embora William e Kate tenham estabelecido limites para a divulgação de imagens dos filhos, a convivência com centenas de outros estudantes amplia as possibilidades de circulação de registros nas redes sociais. Para os pais, o desafio é equilibrar a posição de George na família real com a possibilidade de ele viver experiências próprias dessa fase da vida. A situação ganha uma dimensão particular porque, além de adolescente e estudante, ele ocupa o segundo lugar na linha de sucessão ao trono britânico.
Chegada de príncipe George a tradicional internato envolve medida incomum
A escola britânica reforçou os cuidados com a privacidade dos alunos antes do início do novo ano letivo






