O Rio de Janeiro é o estado brasileiro que mais compromete os recursos de pessoal com despesas que não vão para servidores da ativa, como aposentadorias, pensões e pagamentos a terceirizados.

Do total gasto pelo estado com a folha de pagamento, 44% são consumidos por inativos e contratações terceirizadas, e 56% do orçamento vai para a remuneração de servidores concursados que estão trabalhando.

O estado de Roraima está na outra ponta, lá, 91% das despesas de pessoal são destinadas aos profissionais na ativa.

Os dados fazem parte do estudo "Raio-X da gestão de pessoas do Estado do Rio de Janeiro", publicado em parceria pelas organizações República.org e RioAgora.org.

O Rio gasta o equivalente a 45,74% da sua receita corrente líquida com pessoal, sendo que o teto estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) para esses gastos é de 49%.