Espaço deve passar por obras de revitalização e dar lugar a um novo polo cultural na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Teatro Princesa Isabel, em Copacabana — Foto: Fabio Rossi Um dos espaços culturais mais tradicionais do Rio de Janeiro vai voltar à ativa. Fechado desde 2024, o Teatro Princesa Isabel, na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana, foi alugado e passará por obras de revitalização antes de reabrir as portas ao público. O espaço, agora, ficará sob a gestão de Gilmar Araújo, responsável também pela administração do Teatro Fashion Mall, em São Conrado. O anúncio da retomada foi feito por Araújo durante uma homenagem à atriz Nathalia Timberg, realizada no último dia 5, no Teatro Fashion Mall, e confirmada durante uma participação do produtor no podcast “Ser Artista”, de Marcus Montenegro, numa edição que será exibida nesta quinta-feira (13). Antes mesmo da confirmação, o perfil do Teatro Princesa Isabel no Instagram já havia informado que o espaço seria reaberto: "O próximo capítulo dessa história começa agora", diz um vídeo no perfil. Teatro Princesa Isabel e seu fundador, Orlando Miranda, ao fundo — Foto: Fabio Rossi/16-3-2022 De acordo com Araújo, além da reforma da sala de 280 lugares, o projeto inclui intervenções na Galeria Luiz Thomaz, onde ela está instalada, com a intenção de criar ali, também, um centro cultural. No programa que vai ao ar amanhã ele relata que, ao visitar o espaço, encontrou 35 caixas com registros fotográficos que ajudam a contar cerca de seis décadas de história do teatro, incluindo imagens de artistas como Fernanda Montenegro no início da carreira, e que daí surgiu a vontade de expor parte deste material. Fundado na década de 1960 pelo ator, produtor e empresário Orlando Miranda, ao lado de Pernambuco de Oliveira e Pedro Veiga, o Teatro Princesa Isabel recebeu ao longo de sua trajetória produções de destaque e artistas de diferentes gerações. Seu palco abrigou espetáculos como “Roda viva”, “Botequim”, “O magnífico Simonal” e “Alta rotatividade”, além de receber nomes como Procópio Ferreira, Marília Pêra, Rogéria e Glauce Rocha. Também teve ligação com a bossa nova, e foi utilizado para encontros e assembleias da classe artística durante a ditadura militar. Reunião de artistas teatrais em greve em fevereiro de 1968, em protesto contra o rigor da censura — Foto: Arquivo