Ainda segundo o presidente da companhia, Rinaldo Pecchio, a empresa continua a avaliar novas oportunidades de negócios, seja por aquisições, seja por projetos “greenfield” 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Esperamos ser a concessionária no próximo período contratual', diz Rinaldo Pecchio — Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo A Taesa trabalha para manter ativos de transmissão que terão a concessão vencida a partir de 2030, disse, nesta quarta-feira (12), o presidente da companhia, Rinaldo Pecchio. Em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o executivo afirmou que estão em debate as opções do governo para relicitar ativos em concessões que chegarão ao fim ou renová-las – e a empresa, segundo ele, tem condições de continuar a operar os atuais contratos. Confira os resultados e indicadores da Taesa e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Esperamos ser a concessionária no próximo período contratual, uma vez que esses ativos têm vida útil por muitos longos anos”, afirmou Pecchio. O executivo disse também que a empresa continua avaliando novas oportunidades de negócios, seja por aquisições, seja por projetos “greenfield” (novos ativos), com foco em geração de valor e na capacidade financeira. Nesse aspecto, segundo ele, a Taesa participou do primeiro leilão de linhas de transmissão, que foi dividido em duas fases, e avalia a participação do segundo certame, previsto para ocorrer em outubro. No entanto, segundo ele, a probabilidade de participação deste leilão é baixa, diante dos ativos que serão ofertados. Já a possível participação do leilão de sistemas de armazenamento de energia, previsto para dezembro, ainda está sendo estudada pela Taesa. Alavancagem A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) está alinhada ao que foi projetado pela Taesa para os próximos anos, em termos de remuneração a acionistas, disse Cátia Pereira, diretora financeira e de relação com investidores da transmissora. Segundo ela, a empresa mantém a prática de distribuir 100% do lucro líquido regulatório desde 2024, quando foi tomada essa decisão, e, desde então, todas as projeções da companhia consideram esta premissa. Além disso, a entrada de novas receitas com o início da operação comercial de ativos que tiveram a construção concluída se reflete sobre o faturamento e o Ebitda da empresa, o que influi na alavancagem. “A alavancagem está bem orientada, com base no plano de negócios da companhia, disse Pereira. A Taesa terá uma receita anual permitida total (RAP) de R$ 4,9 bilhões no ciclo 2026-2027, valor que considera os projetos que iniciaram operação comercial e a aquisição de cinco concessões de transmissão que pertenciam à Energisa, anunciada em maio e cujo fechamento está previsto para ocorrer ainda neste ano. Os ativos totalizam R$ 507 milhões em nova RAP à Taesa. A companhia também inclui a receita de ativos que ainda entrarão em operação, somando mais de R$ 300 milhões em RAP ao caixa.