Crianças, de 4 e 6 anos, dormiam no carro e foram retiradas às pressas no momento em que policiais militares chegavam à comunidade Conjunto Esperança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As crianças no chão para se protegerem de tiros no Complexo da Maré — Foto: Reprodução Uma imagem registrada no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira, mostra o desespero de um pai com os dois filhos — uma menina de 6 anos e um menino de 4 — no momento em que policiais militares chegavam ao Conjunto Esperança para dar início a uma operação. Naquele momento, tiros foram disparados. O homem, de 37 anos, tirou as crianças, que dormiam no veículo, e falou para que elas se abaixassem na calçada para se protegerem. — Saí pegando eles de qualquer jeito. Ficamos abaixados. Depois um rapaz me ajudou a atravessar a rua — disse o pai, que faz transporte escolar e nesta quarta não trabalhou. Pai mostra filhos no chão durante operação na Maré De acordo com ele, os três ficaram abrigados na Avenida Brasil, perto de uma antiga garagem de ônibus. As crianças ainda muito abaladas: — Meus dois filhos estavam tremendo. Não é uma coisa normal. Nós, adultos, de uma certa forma até entendemos. Mas as crianças não. Em seu perfil no X, a PM informou que a operação na Maré foi feita pelo 22º BPM (Maré) para o reposicionamento de blocos de concreto — os jerseys — em vias de acesso ao conjunto de favelas para dificultar a estrada de caminhões de cargas e de veículos roubados. Ação deixa 36 escolas fechadas Por causa da operação, 36 escolas da rede municipal de ensino localizadas no Complexo da Maré suspenderam as aulas. Duas unidades de Atenção Primária da região suspenderam o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários, informou a Secretaria municipal de Saúde. Outras duas unidades, segundo a pasta, mantêm o atendimento, mas deixaram de realizar atividades externas, como as visitas domiciliares.
'Não é uma coisa normal', diz pai que colocou filhos no chão para protegê-los de tiros na Maré; vídeo
Crianças, de 4 e 6 anos, dormiam no carro e foram retiradas às pressas no momento em que policiais militares chegavam à comunidade Conjunto Esperança







