Avião de fuselagem estreita é apontado como um possível concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320, embora a aeronave ainda não tenha recebido autorização dos órgãos reguladores dos EUA e da Europa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jato C919, fabricado pela Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC) e operado pela Air China no voo CA723, decola do Aeroporto Internacional de Pequim-Capital com destino a Ulan Bator, na Mongólia — Foto: Pedro Pardo/AFP O jato C919, desenvolvido na China, realizou seu primeiro voo comercial internacional nesta quarta-feira, em um passo simbólico rumo ao objetivo de Pequim de desafiar o domínio de décadas da Boeing e da Airbus no setor aeroespacial. O jato de fuselagem estreita é apontado como um possível concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320, embora a aeronave ainda não tenha recebido autorização dos órgãos reguladores dos Estados Unidos nem da Europa. Pequim espera que o avião produzido no país reduza a dependência da China de tecnologias estrangeiras e ajude o país a conquistar espaço no mercado global. Funcionário segura material promocional do voo CA723 da Air China, operado por uma aeronave C919 de fabricação chinesa, da Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC) — Foto: Pedro Pardo/AFP O C919, fabricado pela estatal Commercial Aircraft Corporation of China (Comac) e operado pela Air China, partiu de Pequim às 15h17 (horário local) desta quarta-feira. Segundo dados públicos de voo, o avião pousou na capital da Mongólia, Ulan Bator, às 16h58 (hora local). Ao fazer o check-in para o voo no Aeroporto Internacional de Pequim-Capital, o passageiro Hu Yuan disse à AFP que sentia “um sentimento de orgulho” por viajar em uma rota internacional a bordo de um avião produzido no país. — Espero que nossos aviões nacionais continuem melhorando em termos de conforto e da experiência geral dos passageiros — superando inclusive a Boeing e a Airbus — disse o passageiro de 40 anos. Passageiros realizam o check-in no balcão do voo CA723 da Air China com destino a Ulan Bator, na Mongólia, no Aeroporto Internacional de Pequim — Foto: Pedro Pardo/AFP O C919 é fabricado na China, mas utiliza componentes de países como os Estados Unidos. A rota da Air China ligará Pequim e Ulan Bator com um voo de ida e volta por dia, informou a agência de notícias Xinhua em julho. O C919 realizou seu primeiro voo comercial em maio de 2023, em uma viagem de Xangai, centro financeiro da China, para Pequim. Desde então, o avião tem sido usado regularmente em rotas comerciais domésticas, além de voos entre a China continental e Hong Kong. A Comac também levou o C919 para ser apresentado nos salões aeronáuticos de Cingapura em 2024 e 2026 e no salão aeronáutico de Dubai em 2025. A Comac já avançou em mercados estrangeiros com seus jatos menores C909, que têm capacidade para transportar de 78 a 97 passageiros.
Jato chinês C919 realiza seu primeiro voo comercial internacional e desafia domínio de Boeing e Airbus
Avião de fuselagem estreita é apontado como um possível concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320, embora a aeronave ainda não tenha recebido autorização dos órgãos reguladores dos EUA e da Europa










