Veículo entrou em setor restrito da Pampa del Leoncito, percorreu cerca de 1,5 quilômetro e ficou atolado; manobras para retirá-lo ampliaram os danos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caminhonete 4x4 invade área natural restrita e deixa marcas que podem levar até 100 anos para sumir do solo na Argentina — Foto: Reprodução Uma caminhonete Toyota Hilux 4x4 entrou em um setor restrito da Pampa del Leoncito, em Calingasta, na província argentina de San Juan, na Argentina, e deixou marcas de até 25 centímetros de profundidade no terreno. A área estava temporariamente fechada à circulação porque as chuvas e o acúmulo de umidade haviam deixado a superfície especialmente vulnerável. O veículo percorreu cerca de 1,5 quilômetro antes de ficar atolado. Para tentar retirar a caminhonete, foram realizadas diversas manobras que ampliaram os danos. Em uma delas, o motorista teria tentado sair de ré por entre 200 e 300 metros, produzindo novos rastros. Uma escada dobrável utilizada para o transporte de motos também acabou enterrada no solo, e uma das motocicletas teria circulado pelo setor, deixando outras marcas. Segundo informações obtidas pelo Diario de Cuyo a partir da consulta à base de dados do registro do veículo e de fontes ligadas à investigação, a proprietária da Toyota Hilux é María del Carmen Valerio Barroso. Ela, porém, não estava na Pampa del Leoncito no momento do incidente. As informações reunidas pelas autoridades apontam que dois homens estavam junto à caminhonete. Um deles foi identificado como Agustín Añó, médico de 46 anos. Segundo as autoridades, era ele quem dirigia o veículo quando entrou no setor restrito e ficou atolado. Marcas podem levar décadas para desaparecer O levantamento realizado no local identificou sulcos de até 25 centímetros de profundidade. A dimensão das marcas preocupa as autoridades porque a recuperação natural da Pampa del Leoncito é extremamente lenta após alterações na superfície. Caminhonete 4x4 invade área natural restrita e deixa marcas que podem levar até 100 anos para sumir do solo na Argentina — Foto: Reprodução Um episódio registrado em novembro de 2025 serve como referência. Na ocasião, vários veículos UTV entraram na planície e deixaram marcas entre 10 e 15 centímetros de profundidade. Especialistas da Universidade Nacional de San Juan calcularam que a recuperação natural poderia levar entre 40 e 60 anos. Diante da profundidade maior dos sulcos provocados pelo episódio atual, o prefeito de Calingasta, Sebastián Carbajal, estimou que a recuperação poderia levar até 100 anos. O próprio prefeito ressaltou que não é especialista no assunto. Após o incidente, Carbajal foi até a região. Ele entrou na área a pé para evitar que outros veículos provocassem novos danos e também verificar se havia pessoas feridas ou em situação de perigo, diante das baixas temperaturas registradas durante a noite. Caminhonete fica sob custódia A Prefeitura de Calingasta publicou em sua conta no Instagram um vídeo mostrando os danos provocados pela entrada da caminhonete na área restrita. As imagens também permitiam identificar a placa do veículo. Segundo o Los Andes, a Toyota Hilux ficou sob custódia da Gendarmería Nacional. Os procedimentos para determinar as responsabilidades pelo dano continuam. Ao divulgar as imagens, a Prefeitura de Calingasta afirmou que havia realizado esforços para preservar e recuperar a área. A administração também citou uma tempestade que fez o setor voltar a ser inundado e favoreceu a recuperação da superfície e do terreno. "Depois dos esforços realizados para preservar e recuperar este valioso patrimônio natural, e após uma tempestade que permitiu que o setor voltasse a ser inundado, favorecendo de maneira significativa a recuperação de sua superfície e terreno, lamentavelmente foi registrado um novo episódio de dano", afirmou a prefeitura. Prefeito quer punição mais severa O episódio também reacendeu a discussão sobre as punições para danos provocados em áreas naturais protegidas. Segundo Carbajal, multas aplicadas em casos semelhantes chegaram a aproximadamente 1 milhão de pesos. Para o prefeito, o valor é insuficiente diante de um dano que pode permanecer por décadas. Por isso, ele defendeu que a investigação avance no âmbito da Justiça Penal, em vez de ficar restrita a uma contravenção. Carbajal também afirmou que pretende trabalhar com o deputado departamental na elaboração de um projeto de lei para reforçar a proteção de patrimônios naturais da região, incluindo a Pampa del Leoncito, Morrillos e Arroyo El Fiero. A caminhonete permanece retida, enquanto a investigação busca determinar as responsabilidades pela entrada no setor restrito e pelos danos provocados ao terreno.
Caminhonete 4x4 invade área natural restrita e deixa marcas que podem levar até 100 anos para sumir do solo na Argentina; entenda
Veículo entrou em setor restrito da Pampa del Leoncito, percorreu cerca de 1,5 quilômetro e ficou atolado; manobras para retirá-lo ampliaram os danos










