Segundo Edinho Silva, a presença de Lula será avaliada de acordo com disponibilidade na agenda presidencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Edinho Silva, Presidente nacional do PT Foto: Rogerio Vieira/Valor — Foto: Rogerio Vieira/Valor O presidente do PT, Edinho Silva, colocou em dúvida nesta terça-feira (11) a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos debates entre os candidatos à Presidência da República. Segundo o dirigente, a presença de Lula será avaliada de acordo com a agenda do presidente, “intensa e com muitos desafios”, por conta das “questões internacionais”. “Não existe nenhuma posição tomada em relação aos debates. A agenda do Lula, por ser o presidente, é uma agenda intensa, com muitos desafios. O presidente tratou e tem tratado com muita seriedade as questões internacionais no Brasil”, disse o presidente do PT em entrevista ao UOL News. Leia mais “Uma agenda de um presidente da República é diferente de uma agenda de candidato. Então vamos ponderar em relação a todos os convites que [o Lula] tem recebido, vamos tratar com muita seriedade esses convites. Mas, claro, o presidente vai a debates, mas dentro das possibilidades de sua agenda. Nenhuma posição [foi] tomada ainda”, continuou. A justificativa apresentada por Edinho contrasta com a de Lula sobre o tema. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho, o presidente afirmou que gostaria de saber o “nível do debate” antes de confirmar sua participação e que não iria aos encontros “para ouvir bobagem”. “Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou”, disse. “Eu quero saber qual o nível do debate, porque, caso esse debate não sirva para informar a população e politizá-la, por que eu vou responder sacanagem? Por que eu vou fazer um debate com um cara que não tem compromisso com ninguém?”, acrescentou. Para o primeiro debate presidencial, promovido pela Band e marcado para 23 de agosto, Lula e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda não confirmaram presenças, segundo o diretor de jornalismo da emissora, Rodolfo Schneider, em entrevista ao UOL News. Na ocasião, Schneider afirmou que a emissora manterá a realização do evento mesmo sem a participação dos dois candidatos. Conforme informou o Valor anteriormente, Schneider confirmou publicamente que o debate estava inicialmente marcado para 16 de agosto, mas foi remarcado para o dia 23 após a campanha de Lula reclamar da data. A primeira data coincide com um comício que o presidente pretende realizar no Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), município ligado à sua trajetória sindical e política. Apesar da mudança, integrantes da campanha ouvidos pelo Valor afirmaram que a tendência é que Lula compareça para evitar um desgaste político no início da campanha eleitoral. Flávio, por sua vez, tem adotado a estratégia de condicionar sua presença à participação de Lula. Durante um encontro nesta terça-feira com candidatos ao Senado que terão seu apoio nas eleições, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou aos jornalistas: “Eu vou aonde o Lula estiver, nós vamos estar lá. Quem deve explicações ao Brasil é o Lula e meu debate é com ele e meus questionamentos são para ele.” A posição dos dois candidatos ocorre enquanto os demais concorrentes defendem a realização do confronto entre os presidenciáveis. Pesquisa Meio/Ideia divulgada na quarta-feira passada (5) mostrou que 62,7% dos entrevistados consideram que todos os candidatos à Presidência convidados para o debate da TV Band devem comparecer. Outros 12,3% disseram que não, enquanto 25,1% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Presidente do PT deixa em aberto participação de Lula em debates
Segundo Edinho Silva, a presença de Lula será avaliada de acordo com disponibilidade na agenda presidencial








