▶️ A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também ficou no radar. No documento o Banco Central afirmou que reagirá "com firmeza" caso a forte volatilidade dos preços do petróleo afetem a oferta da commodity e impactem os preços brasileiros. Na semana passada, o BC cortou a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. ▶️ Já no exterior, as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz continuaram a pesar nos mercados. Trump ironizou, na véspera, as exigências divulgadas pelo Irã para dar fim à guerra, e afirmou que também exigia uma indenização do Irã "por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente". Diante do impasse, os preços do petróleo operaram com volatilidade nesta terça-feira. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,39%, a US$ 88,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,16%, a US$ 83,08 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: +1,52%;Acumulado do mês: +1,80%;Acumulado do ano: --5,98%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --2,77%;Acumulado do mês: --5,77%;Acumulado do ano: +6,86%. Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, seguem no radar dos investidores. No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;a retirada das tropas americanas das proximidades do país;o pagamento de indenizações de guerra;a liberação de ativos iranianos congelados;o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; eo encerramento das ameaças contra o país. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em post no Truth Social, Trump disse que o regime iraniano deve indenizar "todas as pessoas que matou e feriu gravemente", e falou que passará a fazer a mesma exigência nas futuras negociações entre os dois países. "É uma ideia interessante, pois agora eu também exijo indenização do Irã, por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos. (...) Além disso, indenizações devem ser pagas às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil que foram mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras", escreveu. As divergências entre os dois países voltam a gerar dúvidas sobre a reabertura do Estreito e, consequentemente, preocupações com os impactos sobre a oferta global de petróleo e os preços da energia. Bolsas globais Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo recuo das ações de tecnologia e enquanto investidores avaliavam rumores de que os EUA e o Irã estariam perto de "algum tipo de acordo". O Dow Jones caiu 0,35%, aos 53.787,57 pontos. O S&P 500 recuou 0,33%, para 7.727,79 pontos. Já o Nasdaq Composite teve baixa de 0,60%, aos 26.445 pontos. Na Europa, os principais mercados da região fecharam o dia mistos, confore o otimismo com uma sólida temporada de balanços compensou a cautela em relação ao Estreito de Ormuz. O índice pan-europeu STOXX 600 ficou estável em 660,51 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,26%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,13% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,17%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta terça-feira, conforme investidores reavaliavam as perspectivas de um fim do conflito no Oriente Médio e da reabertura de Ormuz. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,8%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,8%. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,1% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,73%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Dólar sobe e vai a R$ 5,16, de olho em inflação, eleições e ata do Copom; Ibovespa cai mais que 2% | G1
A moeda americana teve alta de 0,98%, cotada a R$ 5,1606. Já a bolsa brasileira recuou 2,56%, aos 167.875 pontos.








