Andras Baka foi eleito para o cargo com os votos do partido governista de centro-direita Tisza, enquanto os integrantes do partido de oposição Fidesz não participaram da eleição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Andras Baka, indicado pelo partido governista Tisza, observa enquanto o Parlamento vota para eleger um novo presidente em Budapeste, Hungria, em 11 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo O Parlamento da Hungria elegeu nesta terça-feira Andras Baka, ex-presidente da Suprema Corte, como próximo presidente do país, em um passo simbólico nos esforços do primeiro-ministro Peter Magyar para desmantelar os bastiões de poder do ex-premiê Viktor Orbán. Baka foi eleito para o cargo, de caráter em grande parte cerimonial, com os votos do partido governista de centro-direita Tisza, enquanto os integrantes do partido de oposição Fidesz não participaram da eleição. Em discurso após prestar juramento, Baka criticou o governo anterior, afirmando que, durante o governo de Orbán, "um partido capturou o Estado", os Poderes não eram independentes entre si e não havia um sistema funcional de freios e contrapesos. Ele afirmou, no entanto, que a tarefa de construir um novo futuro para a Hungria "exige tanto justiça quanto moderação" e disse que o papel do presidente é representar cidadãos com diferentes pontos de vista. "Há uma coisa que certamente não podemos fazer: não podemos construir a nova Hungria com base na vingança", disse Baka. A vitória eleitoral de Magyar em abril encerrou os 16 anos de Orbán no poder. Ele prometeu restaurar os padrões democráticos e pediu que autoridades importantes nomeadas ou eleitas pelo partido de Orbán renunciassem. A destituição do ex-presidente Tamas Sulyok era um dos principais objetivos de Magyar, que o chamou de "fantoche" de Orbán. No mês passado, Sulyok sancionou uma emenda constitucional aprovada pelo Tisza que pôs fim ao seu próprio mandato presidencial. Segundo a emenda, o novo presidente exercerá o cargo até que uma nova Constituição entre em vigor ou por um período máximo de cinco anos. Os parlamentares do partido de oposição Fidesz não participaram da votação. Em comunicado divulgado mais cedo nesta terça-feira, o partido afirmou que o Tisza encerrou "arbitrária e ilegitimamente" o mandato de Sulyok e acusou o partido governista de "tirania". O Fidesz havia acusado o governo de Magyar de autoritarismo, o que o Tisza negou.