Teste de DNA revelou que o especialista era o pai biológico do filho da mulher, que afirma ter sido enganada sobre a identidade do doador 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mary Ellen Lukezich, de 71 anos, e seu filho, Joseph Laedtke Heider, de 43 anos, estão processando o Dr. Frederick Dettmenn. — Foto: Reprodução/TMJ4 News Uma mulher de Wisconsin, nos Estados Unidos, e o filho dela processaram um médico especialista em fertilidade após um teste de DNA revelar que o profissional seria o pai biológico do homem. A ação foi apresentada na quinta-feira (6) contra o médico Frederick Dettmann, hoje com 91 anos, mais de quatro décadas depois de a paciente ter sido submetida a uma inseminação artificial. Mary Ellen Lukezich, de 71 anos, afirma que, em 1982, Dettmann disse que utilizaria o esperma de um doador anônimo descrito como um “jovem estudante de medicina saudável”. Segundo a ação, porém, o médico teria usado o próprio sêmen no procedimento, que resultou no nascimento de Joseph Laedtke Heider, atualmente com 43 anos. Veja a coletiva de imprensa: Descoberta veio por teste de DNA A revelação ocorreu em dezembro de 2024, quando Heider enviou seu material genético para o site Ancestry.com. Ao analisar os resultados, ele identificou uma meia-irmã e outras conexões familiares que apontavam para a família de Dettmann. Segundo o processo, o médico seria seu pai biológico e teria outros nove filhos que seriam seus meio-irmãos. — Palavras não conseguem expressar completamente a sensação de descobrir que toda a sua identidade foi construída sobre uma mentira — afirmou Heider em uma coletiva de imprensa em junho, segundo a emissora WISN, afiliada da ABC. Lukezich também relatou ter se sentido profundamente violada ao descobrir o que teria acontecido durante o tratamento. — Sinto que fui estuprada — disse ela à NBC News. — E isso não está certo. Quero que outras mulheres se sintam à vontade para denunciar o mesmo. Médico nega irregularidades O advogado Al Foeckler, que representa mãe e filho, afirmou que outras mulheres procuraram sua equipe depois que o caso veio a público, algumas relatando experiências com Dettmann que remontariam à década de 1970. Ele classificou o médico como um possível “predador em série de mulheres”. Dettmann, que se aposentou na década de 1990 e atualmente vive no Arizona, negou qualquer irregularidade por meio de sua equipe jurídica. Em declaração apresentada no processo, seus advogados afirmaram que os acontecimentos ocorreram há quase 50 anos e que o médico não possui lembranças independentes dos fatos. Registros policiais também apontam que Dettmann foi acusado de agredir uma mulher durante um exame ginecológico em 1985. Segundo a NBC News e a emissora TMJ4, não houve denúncia criminal formal, e o caso foi posteriormente arquivado pelo conselho de licenciamento médico de Wisconsin. As autoridades informaram que os registros originais foram destruídos conforme as regras de retenção de documentos vigentes à época.