Zagueiro fala sobre o pós-carreira em meio à indefinição sobre renovação com o Flamengo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Danilo em treino no Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo Danilo falou pela primeira vez sobre a frustração com a campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo. O zagueiro do Flamengo avaliou que o Brasil não conseguiu atingir o potencial que tinha na competição e afirmou que o sentimento pela eliminação ainda levará tempo para ser digerido. Em entrevista a Pedro Pirim, empreendedor e cofundador da plataforma Voz Futura, no videocast "O Próximo Passo", Danilo reconheceu que a seleção não chegou ao Mundial colocada entre as principais favoritas, mas considera que a qualidade do elenco e o peso da camisa brasileira permitiam projetar uma campanha melhor. — A Copa do Mundo, passado esse tempo, ainda está decantando. Foi realmente frustrante. Antes da competição, poucas pessoas falavam que o Brasil estava entre os favoritos. Mas a camisa, a história e o time que tinha diziam que o Brasil poderia ter ido mais longe, e a gente não conseguiu. Ficamos aquém do nosso potencial individual e de equipe, e isso torna tudo ainda mais difícil de digerir — afirmou. Danilo também relacionou a decepção ao significado que uma Copa do Mundo tem para o torcedor brasileiro. — Tenho a certeza de que o nosso torcedor merecia mais. O futebol causa essa alegria, essa euforia, essa vontade de estar junto. Num país que vive tantos momentos difíceis, a gente queria ter conseguido chegar mais longe. Essa frustração vai ficar comigo por bastante tempo. Construção de novo ciclo na seleção Ao projetar o futuro da seleção brasileira, o jogador defendeu que o próximo ciclo seja construído desde o início com uma visão de longo prazo. Para Danilo, além da preparação técnica, é necessário fortalecer a identificação dos jogadores com a camisa e com o que representam para o país. — Formar e capacitar jogadores que tenham identificação com a camisa da seleção e com aquilo que representam para o povo. Essa ideia de que "eu jogo futebol, mas não tenho muito a ver com as questões sociais" precisa ficar de lado. Segundo o zagueiro, entender quem o jogador representa ao vestir a camisa do Brasil pode ser um componente importante de motivação. — Saber por quem você está lutando traz muito mais motivação: por um país, por uma sociedade, pela sua cidade de origem, por uma geração de jovens e crianças que sonham em representar o Brasil. Depois, tudo o resto. Temos um treinador importante, jogadores nos melhores campeonatos do mundo. O fundamental é esse entendimento do porquê realmente se vai a jogo pela Seleção Brasileira. Planos para seguir no futebol Aos poucos, Danilo também começa a preparar a vida depois dos gramados. O jogador pretende continuar ligado ao futebol, embora ainda não tenha definido em qual função. Neste momento, ainda não há definição sobre a renovação com o Flamengo. — O futebol me deu muito, financeira e culturalmente, e eu cresci muito através do futebol. Então, penso que tudo o que aprendi, todas as experiências e os aprendizados com treinadores e grandes gestores me deixaram uma espécie de dívida com o próprio jogo. A ideia é aproveitar a experiência acumulada na carreira internacional para contribuir com o futebol brasileiro. — Penso que continuar no mundo do futebol depois de deixar de jogar faz sentido. Até para ajudar na construção do futebol brasileiro, com a experiência e o entendimento que adquiri nesse giro pelo mundo e também no Brasil. Agora, como vai ser, eu ainda tenho refletido bastante. Se vai ser na gestão, na estrutura ou em campo, isso eu ainda não tenho claro. Fora do futebol profissional, Danilo já participa de iniciativas como O Futuro Redondo, projeto social em Bicas (MG), sua cidade natal, que, segundo ele, atende 200 famílias e oferece atividades esportivas, atendimento psicológico, acompanhamento médico e dentário e alimentação. Também participa do Vila Clube, em Juiz de Fora, e da própria Voz Futura. "Eu jogo no Flamengo", exalta Na entrevista, Danilo ainda falou sobre a relação afetiva com o Flamengo e contou um episódio antes de uma partida contra o Internacional, em Porto Alegre. No vestiário, parou para observar a própria camisa até chamar a atenção de um dos fisioterapeutas do clube. — Se me falassem que eu ia ter a carreira que tive, passar por todos os clubes e conquistas e encerrar a carreira no Flamengo, que é o meu time de coração, eu teria assinado isso lá atrás. Para Danilo, a rotina e a cobrança do futebol profissional muitas vezes fazem com que momentos como esse passem despercebidos. — O dia a dia vai te engolindo. As responsabilidades, os resultados e as dificuldades. Mas a gente tem que parar para olhar esses detalhes e falar: "Cara, eu jogo no Flamengo". Eu tive a possibilidade de escolher voltar para o meu time de coração, aquele que eu via quando era criança, comemorava os gols e saía correndo pela rua.
'Brasil ficou aquém do que poderia ter feito na Copa do Mundo', diz Danilo
Zagueiro fala sobre o pós-carreira em meio à indefinição sobre renovação com o Flamengo
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