Os adesivos para espinhas conquistaram espaço nas prateleiras das farmácias e nas redes sociais. Disponíveis em versões transparentes, coloridas e até com formatos de estrela e coração, eles se tornaram populares de adolescentes e adultos. Mas será que esses produtos de fato ajudam a tratar a acne?

A resposta depende do tipo de lesão. Os adesivos mais comuns, feitos de hidrocoloide, podem acelerar a cicatrização e reduzir os sinais inflamatórios de algumas espinhas, mas não substituem o tratamento da acne nem funcionam em todos os casos.

"Eles absorvem a secreção da espinha, mantêm o ambiente úmido e controlado, o que é o ideal para a cicatrização",diz a dermatologista Glauce Eiko, da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Na prática, funcionam como uma barreira física que impede o atrito e a possibilidade de espremer, manipular ou contaminar a lesão. "Isso pode levar à infecção secundária e ao aparecimento de manchas", acrescenta Eiko.

A indicação e a eficácia do adesivo variam conforme o estágio de evolução da espinha. O melhor resultado ocorre quando a lesão já apresenta uma pústula com ponto branco. "Nesse caso, o hidrocoloide entrega seu melhor resultado, já que consegue ‘sugar’ ativamente o pus e o exsudato, líquido que sai da lesão. Esse processo reduz o volume, o inchaço e a vermelhidão", detalha a médica da SBD.