Durante congresso setorial em parceira com a B3, presidenciáveis responderam, por vídeo, sobre competitividade internacional, tecnologia e ambiente regulatório 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado se posicionaram sobre o agronegócio — Foto: Fredox Carvalho Flávio Bolsonaro (PL-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), candidatos à Presidência da República, enviaram um vídeo cada à 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), promovido pela Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG) e pela B3, a bolsa de valores brasileira, nesta segunda-feira (10), em São Paulo, respondendo o que consideram essenciais para o avanço da indústria agro brasileira. A dinâmica, que visa conhecer mais sobre o posicionamento dos presidenciáveis a respeito do agronegócio do Brasil, consistiu no envio de três perguntas sobre fortalecimento na competitividade internacional; na tecnologia para se tornar liderança e sobre a criação de um ambiente institucional e regulatório para estimular investimentos. Romeu Zema, o primeiro a responder, disse que pretende construir o maior portfólio de infraestrutura do país e atacou o plano Safra do governo federal. “Crédito rural barato não se decreta em juros, se constrói com contas públicas em ordem. Por isso, meu compromisso é ajuste fiscal, superávit primário, dívida sob controle e Selic lá embaixo”, afirmou. O candidato do Novo também destacou que vai colocar a política externa a “a serviço de quem produz”. “Vou flexibilizar o Mercosul para o Brasil assinar acordos por conta própria, concluir a entrada na OCDE, que abre mercados e obriga o país a reformas que já precisaríamos ter feito”. O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou a insegurança fundiária, a judicialização ambiental e as mudanças retroativas, afirmando que elas travam mais de R$ 180 bilhões em investimentos e assumiu quatro compromissos: “o marco legal da segurança fundiária, com prazo único de 180 dias para decisão administrativa; a estabilização do código florestal; licenciamento por adesão e coordenação central da agenda do agro com comitê interministerial permanente”, contou o ex-governador goiano. Caiado também chamou de “vulnerabilidade” a porcentagem de 40% de exportações da agropecuária para a China e disse que pretende diversificar mercados. “Expansão no comércio asiático, adensamento no Oriente Médio e um plano África, com 24 países prioritários; diversificar e ampliar poder de barganha e estabilizar o preço ao produtor”, afirmou. Já Flávio Bolsonaro disse que quem produz hoje no país é perseguido pelo atual governo e que o ambiente de negócios é hostil a quem quer empreender. “Seja por causa da alta burocracia, seja por causa da alta carga tributária, seja por causa de termos um governo que é um grande gastador, que se endivida a níveis estratosféricos”, disse. O candidato do PL também afirmou que o caminho é “perseguir, com todas as forças, a responsabilidade fiscal”. Na pauta internacional, o senador afirmou que o governo perdeu “condições morais e técnicas” para defender o agro brasileiro. “O atual presidente da República briga com todo mundo, não tem força para negociar com a China com sobretaxas impostas a nossa carne exposta pra lá. Precisamos mudar essa mentalidade”, classificou. Mais cedo, durante a abertura do congresso, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) cobrou empenho do vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB-SP), ambos presentes no evento, pelas negociações a respeito das tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Tereza Cristina, que é ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro (PL) e representante do setor, disse que o país continua enfrentando tensões graves no mercado internacional. Alckmin respondeu à senadora e afirmou que este ano o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos e tornar-se o maior exportador de alimentos do mundo. “Todo empenho pela negociação, não vamos sair da mesa de negociação, vamos insistir. Vamos trabalhar firmemente para voltar ao mercado americano, que hoje afeta 15% da nossa economia”, disse Alckmin.
Flávio, Zema e Caiado apresentam propostas para o agronogócio
Durante congresso setorial em parceira com a B3, presidenciáveis responderam, por vídeo, sobre competitividade internacional, tecnologia e ambiente regulatório






