Em novembro de 2024, antes de as acusações de fraude e suborno serem reveladas, Adani havia prometido investir US$ 10 bilhões nos Estados Unidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Adani afirmou não ter conhecimento sobre qualquer acordo pela rejeição da acusação formal — Foto: Bloomberg A Justiça dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (10), as acusações criminais contra o bilionário indiano Gautam Adani, após o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) afirmar que havia decidido abandonar o caso, de fraude e suborno. A decisão de Nicholas Garaufis, juiz distrital do Brooklyn, em Nova York, de conceder o inusitado pedido dos promotores federais para encerrar o caso ocorreu após ele indagar sobre os motivos para tal, perguntando a Adani se algo havia sido prometido em troca da queda do caso. Em novembro de 2024, antes de as acusações serem reveladas, Adani havia prometido investir US$ 10 bilhões nos Estados Unidos. O bilionário foi acusado nesse mesmo ano de concordar em subornar autoridades do governo indiano para que uma subsidiária do Grupo Adani obtivesse aprovação para desenvolver uma usina de energia solar, enganando posteriormente investidores americanos ao fornecer informações tranquilizadoras sobre as práticas anticorrupção de sua empresa. O Grupo Adani tem negado consistentemente irregularidades. O próprio bilionário não compareceu ao tribunal para responder às acusações. No dia 18 de maio, o DOJ anunciou que não prosseguiria mais com o caso. Isso marcou o exemplo mais recente em que os promotores federais buscaram encerrar uma acusação criminal de colarinho branco de alto perfil durante o atual mandato de Donald Trump na Casa Branca. Especialistas jurídicos dizem que os juízes do país têm pouca discricionariedade para obrigar os promotores a continuarem com casos criminais que não desejam mais prosseguir, mas as acusações não podem ser formalmente rejeitadas sem a aprovação de um juiz. Garaufis pediu ao DOJ que justificasse sua decisão de retirar as acusações, escrevendo que seu anúncio “sem graça e conclusivo” não lhe deu informações suficientes. Em um documento judicial do dia 4 de julho, Trent McCotter, um funcionário sênior do departamento, afirmou que o caso era predominantemente estrangeiro, difícil de provar e inconsistente com as prioridades atuais da agência. No documento, McCotter também classificou como falsas o que chamou de histórias da mídia sugerindo que ele buscou rejeitar o caso devido a uma promessa de Adani de investir dinheiro nos Estados Unidos. Em uma declaração juramentada, protocolada no tribunal no dia 15 de julho, Adani afirmou não ter conhecimento sobre qualquer acordo trocando algo pela rejeição da acusação formal. Ele reconheceu ter prometido anteriormente investir US$ 10 bilhões no país e disse que seus advogados informaram ao DOJ em reuniões que o compromisso “poderia fazer parte de uma resolução desses assuntos”. Robert Giuffra, advogado de Adani, afirmou em um documento judicial, no dia 15 de julho, que o DOJ havia informado que não consideraria a disposição do Grupo Adani em investir no país como parte de qualquer resolução.
Justiça americana rejeita caso criminal contra bilionário indiano
Em novembro de 2024, antes de as acusações de fraude e suborno serem reveladas, Adani havia prometido investir US$ 10 bilhões nos Estados Unidos













