Sobre as condições para a retirada da cobrança do imposto, o ministro diz que o principal parâmetro será o preço internacional do petróleo, e não necessariamente o fim do conflito no Oriente Médio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hoje, as medidas para evitar alta nas bombas são custeadas pelo imposto de exportação sobre petróleo — Foto: REUTERS/Adriano Machado O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, nesta segunda-feira (10), que o governo poderá mudar a estratégia adotada para financiar o subsídio aos combustíveis, criado para conter os impactos da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. Atualmente, as medidas para evitar alta nos preços nas bombas são custeadas pelo imposto de exportação sobre petróleo, que vem sendo questionado pelas petroleiras. “Pode chegar a um ponto em que tenha que mudar a estratégia, que é essa que as petroleiras querem, e talvez mudar o modelo, não cobrando da exportação do óleo e achando um outro caminho para manter o subsídio da gasolina e do óleo diesel”, afirmou Silveira, em entrevista à CNN Money. O ministro, contudo, não detalhou possíveis alternativas. Questionado sobre as condições para a retirada da cobrança do imposto, Silveira disse que o principal parâmetro será o preço internacional do petróleo, e não necessariamente o fim do conflito. “Entendo que é o preço do Brent. Caso o Brent continue nos patamares em que está hoje, nós temos que continuar com as medidas para minimizar os impactos na bomba de gasolina”, disse. Segundo ele, a avaliação da equipe econômica ao aplicar a tributação foi de que as petroleiras não deveriam ampliar seus ganhos em razão da valorização internacional provocada pelo conflito. “Cobramos mais da exportação do óleo cru e usamos recursos para minimizar o preço dos combustíveis internamente, porque estaríamos com uma inflação muito grande, preço mais caro na bomba, alimento mais caro, piorando a vida dos brasileiros”, afirmou. O ministro também citou outras medidas e afirmou que o governo intensificou a fiscalização sobre o mercado de combustíveis para tentar conter eventuais abusos. Segundo ele, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ampliou a atuação fiscalizatória e a Polícia Federal foi acionada para apurar possíveis irregularidades.
Governo pode buscar nova estratégia para manter subsídio a combustíveis, afirma Silveira
Sobre as condições para a retirada da cobrança do imposto, o ministro diz que o principal parâmetro será o preço internacional do petróleo, e não necessariamente o fim do conflito no Oriente Médio






