Cobrança foi feita de forma pública em uma postagem nas redes sociais; presidenciável pede que Ana Campagnolo grave vídeo de apoio ao irmão ou se abstenha de se associar à família 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A deputada bolsonarista Ana Campagnolo (PL-SC) — Foto: Reprodução Em uma publicação nas redes sociais neste sábado, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) para que apoie o seu irmão Carlos Bolsonaro (PL) na disputa por uma vaga ao Senado por Santa Catarina. A decisão de transferir o domicílio eleitoral de Carlos, ex-vereador do Rio de Janeiro, para o estado gerou críticas e tensões internas na sigla. A cobrança foi feita de forma pública em um comentário publicado por Flávio em uma postagem de Campagnolo no Instagram, que mostrava os dois juntos. No post, o senador pede para que a deputada estadual faça um vídeo pedindo votos a Carlos ou que pare de se associar a ele ou ao pai. "Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir pra não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro. Posso contar com você?", escreveu o Flávio. Na resposta, Campagnolo diz que, quanto à candidatura de Carlos, ela seguirá "trabalhando para concretizar os objetivos definidos pelo nosso partido em Santa Catarina". Veja abaixo a troca de mensagens: Troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Ana Campagnolo — Foto: Reprodução O comentário de Flávio foi feito após um vídeo no qual a parlamentar mostra resistência a demonstrar apoio a Carlos começar a circular nas redes sociais. Na gravação, Campagnolo aparece ao lado da deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que compõe com Carlos Bolsonaro a chapa do PL, e o prefeito de Itajaí Rubens Angioletti (PL). No vídeo, o prefeito pede votos para os dois candidatos ao Senado. Quando cita o nome do ex-vereador carioca, Camapangolo sai de frente da câmera, enquanto gesticula com as mãos. Veja abaixo: A decisão de transferir o domícilio eleitoral de Carlos Bolsonaro e indicá-lo ao Senado gerou tensões na direita local ao atrapalhar o plano do PL de Santa Catarina em fechar uma aliança com o PP. Originalmente, Carol de Toni iria compôr a chapa ao Senado com Espiridião Amim (PP), que apoiaria, por sua vez, a reeleição de Jorginho Mello (PL) ao governo do estado. Após ser sinalizado que ela seria preterida a favor de Carlos Bolsonaro, a deputada federal chegou ameaçar deixar a sigla, enquanto era apoiada por Campagnolo e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na época ainda a presidente do PL Mulher. Em fevereiro deste ano, a chapa de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni foi confirmada, e Espiridão Amim foi escanteado. Apesar da manutenção da candidatura da parlamentar, Campagnolo deu novas manifestações sugerindo insatisfação em relação à candidatura do ex-vereador do Rio. Em março, ela foi criticada por bolsonaristas após cortar Carlos Bolsonaro de uma foto na qual aparece ao lado de Jorginho Mello e do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Naquele mesmo mês, ao ser questionada sobre o tema, ela disse em uma entrevista ao podcast Irmãos Dias que um senador precisa conhecer o estado que irá representar. — O que a gente está vendo agora, o movimento do Carlos em Santa Catarina, de tentar andar junto com a Carol para pegar a base eleitoral dela. Tudo bem desde que seja feito com gentileza, com convencimento, e não com imposição — afirmou Campagnolo, em março — Não é a mim que o Carlos Bolsonaro tem que convencer, porque eu, Ana Campanholo, já sou do partido dele (...) Vou trabalhar para quem o partido construir como melhor opção partidária. Na semana passada, em entrevista à rádio Jovem Pan Litoral, de Santa Catarina, Campagnolo fez críticas ao nome escolhido para ser suplente de Carlos Bolsonaro, Rafael Callefi, ex-prefeito de São Lourenço do Oeste. — Todos estão vendo aí o vídeo dele (Callefi) dizendo que Bolsonaro é um ogro, que Bolsonaro é grosso (...) falou muito mal do presidente Bolsonaro com relação à atuação na época da vacina, disse que o Bolsonaro colocou o país todo contra a vacina — disse a deputada estadual, que acrescentou — Caleffi tem que pedir desculpa para Santa Catarina e para o presidente Bolsonaro por essas declarações infelizes. Ele foi, inclusive, escolhido pelo próprio Carlos, então ele tem que se explicar.