Deputado federal foi escolhido para representar palanque de Lula no estado, mas enfrenta rejeição dos eleitores à gestão petista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado Patrus Ananias — Foto: Lula Marques/PT na Câmara Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) busca o afastamento da associação com o ex-governador petista Fernando Pimentel, que comandou o estado no passado e teve a gestão mal avaliada pela população. Em entrevista ao jornal O Tempo nesta segunda-feira, o parlamentar sinalizou que deverá manter distância do ex-mandatário ao longo da campanha e disse que pretende levar aos eleitores sua experiência e propostas próprias para o estado. Na ocasião, Patrus afirmou que "muita injustiça" foi cometida contra o ex-governador. Pimentel chegou a disputar a reeleição em 2018, mas perdeu para Romeu Zema (Novo), que concorreu como "outsider" e explorou a rejeição dos eleitores ao adversário, que atrasou salários dos servidores e fez cortes impopulares na administração estadual. O deputado federal escolhido para concorrer ao Executivo mineiro neste ano, no entanto, buscou destacar sua experiência própria tanto na Câmara quanto no comando de pastas durante os primeiros mandatos do presidente Lula e de Dilma Rousseff, além do período em que comandou a prefeitura de Belo Horizonte nos anos 1990. — Temos relações e diálogo (com Pimentel), mas eu apresento ao povo de Minas a minha história, os meus compromissos e o que nós estamos assumindo para bem governarmos — disse. — Ele foi ganhando o seu espaço político próprio e eu também, com os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e do Desenvolvimento Agrário, com os meus mandatos de deputado federal. Então, eu me distanciei, não acompanhei a trajetória do governo Pimentel e não sou analista político. Candidato ao governo de Minas neste ano, Patrus foi escolhido para o posto após uma sequência de negativas recebidas pelo PT no estado. O primeiro a rejeitar o posto foi o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que tinha a preferência de Lula para ocupar o palanque governista no estado, mas optou por ficar fora das urnas e encerrar sua carreira política neste ano. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) também foi cotada para a vaga, mas decidiu manter sua candidatura ao Senado. Na semana passada, ela foi oficializada como integrante da chapa majoritária de Patrus, em conjunto com a ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol-MG). Já a vice da composição ficou com o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares (PSB).