Na Atlântica, em frente ao MIS, quando o motorista tenta pagar estacionamento mensagem informa que área não está incluída no sistema, apesar da sinalização mostrar o contrário 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aplicativo não reconhece área em Copacabana, em frente ao Museu da Imagem e do Som — Foto: Fabiano Rocha No primeiro dia de implementação da nova etapa do Rio Rotativo Digital na orla da Zona Sul e algumas ruas internas, equipe do GLOBO testou o sistema que funcionou bem na maioria das áreas. Entretanto, assim como alguns usuários, enfrentou problemas em trechos como o da Avenida Atlântica, entre a ruas Djalma Ulrich e Miguel Lemos, onde não conseguiu estacionar, pois quando o motorista tenta pagar o estacionamento pelo aplicativo do Jaé surge na tela a mensagem "Está área ainda não faz parte do Rio Rotativo Digital". O mesmo aconteceu a um usuário que tentou parar o carro na Vieira Souto, próximo ao Posto 8, em Ipanema. A microempresária Maria Salete Silva Pereira está entre os que não conseguiram estacionar no trecho de Copacabana que fica em frente ao Museu da Imagem e do Som (MIS). Ela conta que acabou pagando R$ 2, pela vaga, a um guardador que aproveitando da dificuldade dos motoristas circulava pelo local utilizando o talonário que o Rio Rotativo Digital promete aposentar. — Entro no aplicativo e quando clico em "pagar" entra a mensagem e não consigo seguir adiante. O jeito foi pagar ao guardador. A gente ainda não entende muito bem como funciona esse novo sistema, mas acho que vai ser legal e menos complicado. Com ele, pelo menos, a gente sabe quanto vai pagar e não fica nas mãos do flanelinha, que cada hora cobra um valor diferente — disse. Passo a passo: como usar o Rio Rotativo Digital no Jaé — Foto: Editoria de Arte Henrique Duarte, de 25 anos, também não conseguiu estacionar, só que na Avenida Vieira Souto, perto do Posto 8, pelo mesmo problema. Carlos José Amorim de Menezes foi outro que enfrentou dificuldade com o aplicativo e após 20 minutos de tentativa desistiu e foi embora procurar vaga em outro lugar. —Meu medo é tirar o carro daqui e ser multado, já que a placa já foi fotografada — afirmou Na maioria dos casos, a principal dificuldade enfrentada foi a falta de familiaridade com o aplicativo Jaé, única forma de fazer o pagamento do estacionamento. Equipes identificadas com blusa pólo azul estão espalhadas por alguns trechos onde novo sistema está vigorando para auxiliar os usuários. Mas onde Maria Salete, Henrique e Carlos tentaram estacionar não havia essa ajuda disponível. Mas mesmo com ajuda, teve que demorasse até 20 minutos para concluir todo o processo. Foi o que aconteceu com uma usuária que se identificou apenas como Ana. Ela estacionou no final da manhã na Delfim Moreira e como não era usuária do Jaé enfrentou dificuldade e teve de recorrer à ajuda de uma integrante da equipe de orientação para baixar o aplicativo, cadastrar e efetuar o pagamento da vaga. —Achei meio complicado. Deu para ver não e? Perdi um tempão. Ainda bem que estou adiantada para o meu compromisso — limitou -se a dizer. Funcionária identificada por blusa e boné azuis orienta motoristas sobre uso do aplicativo — Foto: Fabiano Rocha Com a implantação dessa nova etapa, cerca de 1,7mil vagas na orla dos bairros de Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, além de 33 ruas internas começaram a operar o sistema, o mesmo já adotado na primeira fase, que já vigora a cerca de 20 dias no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio Rotativo Digital chega ao trecho do Leme ao Leblon, confira mapa com ruas atendidas — Foto: Editoria de Arte Ao estacionar numa vaga sinalizada o motorista deve acessar o aplicativo do Jaé, selecionar a opção Rio Rotativo , confirmar automaticamente o endereço identificado pelo GPS, informar a placa do veículo e escolher o período de permanência. A tarifa continua sendo de R$ 2 para até duas horas podendo ser renovada pelo período máximo de seis. Alguns usuários mesmo sem familiaridade com o aplicativo não enfrentaram dificuldades para utilizar o novo sistema de estacionamento rotativo. É o caso do engenheiro José Luiz Couto, de 53 anos, morador do Anil, na Zona Sudoeste, que ia a um atendimento médico em Copacabana, mas antes de sair do carro precisou baixar o aplicativo para utilizá-lo. — Mesmo tendo de passar por várias etapas até finalizar o cadastro e fazer a recarga, antes do primeiro uso, foi fácil. Edmilson Mendes, de 37 anos, também não teve dificuldade. Ele já tinha o aplicativo baixado no celular e que o veículo já estava cadastrado. — É melhor que o sistema antigo. Tudo que é digitalizado facilita a nossa vida. Quando era o guardador que fazia o preço era ele e podia variar, conforme uma série de fatores não muito claros. Agora não. A gente sabe quanto vai pagar. Esse tipo de sistema já é uma realidade em outros lugares — elogiou o coordenador administrativo.