Na última sexta-feira 7, a Amazon anunciou novo data center no Texas que conta com nova usina de queima de gás natural como parte do projeto. A estrutura pode ser a maior fonte única de poluição dos Estados Unidos.
A proposta anda na contramão do Climate Pledge, acordo voluntário co-fundado pela empresa em 2019, e promete o fim da emissão de poluentes atuantes nas mudanças climáticas até 2040. O gás natural, em específico, além de ser um recurso não renovável, libera metano na atmosfera, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.
“O mundo parece diferente agora do que quando co-fundamos a promessa climática”, disse Margaret Callahan, porta-voz da Amazon. Ainda assim, “nosso compromisso não mudou”, disse em entrevista ao New York Times. Licenças para o projeto indicam que a usina utilizaria 35 turbinas de gás natural para gerar até 7,65 gigawatts de energia para alimentar o data center da Amazon.
O presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou a construção de usinas de energia para data centers e enfatizou o “domínio da energia” ao promover petróleo, gás natural e carvão sobre energia renovável como solar e eólica. Entre as medidas de Trump para possibilitar projetos do tipo, foi realizada uma ordem executiva para facilitar a construção e operação de data centers.










