Só entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiros trabalharam em área de mata fechada para retirar corpos de vítimas de acidente de helicóptero na Vista Chinesa — Foto: Ana Branco Depois de um acidente com um helicóptero deixar quatro mortos na região da Vista Chinesa, neste sábado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura do Rio avaliam quais medidas serão tomadas em relação ao serviço. O prefeito Eduardo Cavaliere defende a suspensão temporária dos voos panorâmicos na cidade durante a investigação do caso. Na capital, o mercado desse serviço movimenta diversas empresas e atrai centenas de turistas. Só entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade. Levantamento feito pela Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio de Janeiro (Aotherj) indica que o Rio tem uma média de 70 voos panorâmicos por dia. De acordo com a associação, o Rio tem uma média mensal de 6.771 passageiros para esses serviços, o que equivale a cerca de 223 passageiros por dia. O mês de maior movimento é fevereiro, durante o Carnaval. De acordo com a Aotherj, durante o período analisado, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, a associação contava com 14 empresas de serviços de voos panorâmicos associadas. Neste ano, são 11 associadas, mas os dados ainda estão sendo contabilizados. Segundo a Anac, o voo panorâmico tem como objetivo proporcionar passeio aéreo turístico ao público e deve ser realizado em equipamentos devidamente certificados e por pessoal habilitado. Por obrigatoriedade, o serviço deve decolar e pousar no mesmo ponto, sem paradas intermediárias. Para realizar o serviço, as empresas devem possuir o Certificado de Operador Aéreo (COA) e as Especificações Operativas (EO), nas quais constam as autorizações para cada tipo de serviço. No Rio, as empresas utilizam dois principais pontos de saída: helipontos na Zona Sul, como os da Lagoa e o da Urca, que fica no alto do Parque Bondinho Pão de Açúcar, e o Aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. Os passeios duram entre 30 e 45 minutos e têm rotas predefinidas, algumas com possibilidade de alterações no trajeto para proporcionar a visão de um ponto turístico de interesse. Os valores podem variar de R$ 640 por pessoa, em um voo mais simples, de menos de 10 minutos, a R$ 3.710, em um passeio de 60 minutos. As rotas costumam passar pelo Cristo Redentor, Arpoador, praias da Barra da Tijuca, Jardim botânico , Jóquei brasileiro, Copacabana, Leme, Gávea, Vidigal, Floresta da Tijuca, São Conrado, Lagoa Rodrigo de Freitas e Rocinha. Tragédia no sábado O acidente deste sábado aconteceu durante uma viagem em família para comemorar os 15 anos de uma adolescente. As turistas colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, morreram na queda de um helicóptero em uma área de mata nas imediações da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. Com elas estava o piloto Alessandro Rocha, que também morreu no acidente. Ele acumulava 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. As três turistas estavam no Rio com outros três familiares. O grupo de seis pessoas chegou à cidade na última segunda-feira e se dividiu para o voo panorâmico. No hangar, ficaram Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy; Daniela Castañeda, nora; e Laura Manrique, neta e aniversariante. Eles fariam o passeio no voo seguinte, quando o helicóptero retornasse. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da Voos Rio Panorâmico (VRP), responsável pelo helicóptero, estavam em dia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apura o que causou o acidente, mas ainda não há informações sobre os motivos da queda. Uma representante da VRP reiterou que a empresa colaborará com as investigações. Sobre as investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou, por meio de nota, que já iniciou os trabalhos para investigar as causas do acidente. A avaliação começou no próprio sábado . Veja o que diz a entidade sobre os procedimentos de apuração: "Investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências."
Rio tem média de 70 voos panorâmicos por dia; prefeito defende suspensão temporária após acidente que deixou quatro mortos
Só entre outubro e dezembro de 2025, foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade












