Parque Olímpico foi construído em circuito que foi fechado em 2012 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem mostra a propsota de traçado para o futuro autódromo de Guaratiba — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O novo projeto em Guaratiba custará R$ 1,2 bilhão, pagos pela iniciativa privada. A proposta está em fase de licenciamento ambiental e sem data de início. A primeira tentativa de reconstrução, em Deodoro, foi descartada em 2013. O terreno estava contaminado por explosivos ativos que mataram e feriram militares em acampamento. Outra proposta em Deodoro acabou cancelada em 2021 após disputas judiciais. Ativistas barraram a obra para proteger a Floresta do Camboatá, área de Mata Atlântica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A implantação do Parque Olímpico na Barra da Tijuca levou ao fechamento em definitivo do Autódromo Nelson Piquet, demolido em 2012 após receber por mais de 30 anos uma série de competições nacionais e internacionais, inclusive etapas da Fórmula 1, entre os anos 1970 e 1980. Na época, um dos compromissos firmados entre a prefeitura com o Ministério Público para liberar a área para as Olimpíadas era construir um novo equipamento. Mas dez anos depois da Olimpíada, a cidade permanece sem uma pista oficial. Em 6 de novembro de 2024 o município anunciou uma parceria com a iniciativa privada para construir um novo complexo esportivo em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O projeto, que prevê um circuito com 4,71 Kms, tem custo estimado em R$ 1,2 bilhão, inteiramente bancado pelo setor privado. Em nota, a Genial Investimentos, responsável pelo empreendimento, informou que o projeto está em fase de licenciamento ambiental e ainda não há uma previsão exata para as obras terem início. Esse é o terceiro local proposto para um novo autódromo desde o anúncio do fechamento do espaço original, cujo traçado já havia sido modificado para os Jogos Pan-Americano de 2007. Parte da pista foi ocupada pela Farmasi Arena e pelo primeiro velódromo construídos na área e que receberam o evento, considerado estratégico para aumentar as chances da cidade receber a Olimpíada. Em 2013, o então prefeito Eduardo Paes chegou a fechar um acordo com o Exército para construir um novo circuito num terreno que na época servia como campo de instrução dos militares em Deodoro. Havia até um projeto de traçado desenvolvido pelo projetista Hermann Tilke, que desenhou outros circuitos pelo mundo entre os quais: Sepang (Malásia): IBahrein (Sakhir) e Xangai (China). Mas Paes desistiu porque a área estava contaminada por explosivos, entre granadas e rojões ainda ativos, em consequência de um incêndio que destruiu uma fábrica de munições que funcionava no, local em 1958 e espalhou os explosivos. Décadas depois, em junho de 2012, alunos da Escola de Sargentos de Logística (EsSLog) realizavam um acampamento de instrução no espaço quando houve uma forte explosão. Antes de dormir, os militares acenderam uma fogueira. O calor do fogo se propagou pelo solo e detonou uma antiga granada enterrada a centímetros da superfície. Vinicius Figueira Benedito Eugênio, de 21 anos, e deixou outros 10 militares feridos. Outro espaço no mesmo bairro, proposto pelo ex-prefeito Marcelo Crivella em 2019 com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, também foi rechaçada por ser uma área de preservação ambiental. A ideia era construir um autódromo com pouco mais de 5 quilômetros de extensão, também projetado por Tilke. O plano era concluir a pista a tempo para que a cidade tentasse sediar a F-1 em 2021. Mas o projeto acabou nos tribunais porque a pista seria construída em área que fazia parte Floresta do Camboatá, uma grande área plana de Mata Atlântica nativa. Ativistas e órgãos de proteção ambiental entraram naa Justiça para impedir a derrubada de árvores. Em 2021, ao voltar ao comando da cidade, o então prefeito Eduardo Paes decidiu cancelar a parceria. Em Guaratiba, o projeto da pista é da Driven International, uma das referências no design de traçados de autódromos. A ideia foi desenvolver um traçado com vários pontos de ultrapassagem e deixem os carros próximos. O acesso ao complexo se dará pela Avenida Dom João VI. O terreno onde será construído o autódromo é o mesmo onde inicialmente seria realizada uma missa do Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, em 2013. À época, o evento acabou sendo transferido para a Praia de Copacabana após um forte temporal que deixou a área coberta de lama. Para resolver esse problema, o projeto prevê a construção de vários pontos de acúmulo de água. Os recursos para o projeto virão pelo conhecido como uma Operação Urbana consorciada. Por esse mecanismo, a obra será financiada pelos investidores com a negociação do potencial construtivo de Guaratiba para outras áreas da cidade, em especial para terrenos na Barra da Tijuca. Os investidores compram essa espécie de bônus urbanístico que permite regras mais liberais como um gabarito maior e a prefeitura ainda recebe uma taxa (variável conforme a metragem) para licenciar as obras.
Olimpíadas,dez anos depois: novo autódromo ainda é um projeto
Parque Olímpico foi construído em circuito que foi fechado em 2012









